CESPE - - Auditor Fiscal da Receita Estadual - Bloco II
Uma indústria vendeu um equipamento industrial usado por R$ 400.000, para pagamento em seis meses, com juros implícitos de 1,0% ao mês. A transação transcorreu em condições normais de mercado.Considerando 0,94 como valor aproximado para 1,01-⁶ , assinale a opção correspondente à contabilização inicial da transação pelo vendedor.
AD – contas a receber R$ 400.000C – receita de capital R$ 400.000
BD – contas a receber R$ 400.000C – receita de juros R$ 25.000C – receita de capital R$ 375.000
CD – contas a receber R$ 375.000C – juros ativos a transcorrer R$ 25.000C – receita de capital R$ 400.000
DD – contas a receber R$ 376.000D – juros a receber R$ 24.000C – receita de capital R$ 400.000
ED – contas a receber R$ 400.000C – juros ativos a transcorrer R$ 24.000C – receita de capital R$ 376.000
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GabaritoE — D – contas a receber R$ 400.000
C – juros ativos a transcorrer R$ 24.000
C – receita de capital R$ 376.000
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Venda a prazo com juros implícitos: reconhecimento inicial
Gabarito: letra E. Na venda a prazo com juros implícitos, a receita deve ser reconhecida pelo valor presente do fluxo de caixa, e não pelo valor nominal. O valor presente é calculado aplicando o fator de desconto fornecido: R$ 400.000 × 0,94 = R$ 376.000. O valor a receber (nominal) é R$ 400.000, e a diferença de R$ 24.000 representa os juros a transcorrer (receita financeira futura). O lançamento inicial correto é: débito em Contas a Receber pelo valor nominal, crédito em Juros Ativos a Transcorrer (retificadora do ativo) e crédito em Receita de Capital (venda) pelo valor presente. Esse tratamento está alinhado ao regime de competência e às normas contábeis (CPC 48 / NBC TG 1000).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Registra a receita de capital pelo valor nominal (R$ 400.000), ignorando os juros implícitos. Viola o princípio da competência, pois a receita financeira não é reconhecida separadamente.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Credita receita de juros já no ato da venda (R$ 25.000), mas os juros devem ser apropriados ao longo do tempo. Além disso, o valor de R$ 25.000 não corresponde ao cálculo correto (R$ 24.000). A receita de capital de R$ 375.000 também está incorreta (deveria ser R$ 376.000).
Alternativa C — ❌ Incorreta
Debita Contas a Receber pelo valor presente (R$ 375.000), mas o correto é pelo valor nominal (R$ 400.000). Os juros ativos a transcorrer de R$ 25.000 estão superavaliados. A receita de capital de R$ 400.000 está errada, pois deveria ser o valor presente (R$ 376.000).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Debita Contas a Receber pelo valor presente (R$ 376.000) e ainda debita Juros a Receber (R$ 24.000), duplicando o ativo. O valor correto a debitar é o valor nominal; os juros não são um ativo separado nesse momento, mas uma conta retificadora.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Registra corretamente: Contas a Receber (R$ 400.000) pelo valor nominal, Juros Ativos a Transcorrer (R$ 24.000) como retificadora, e Receita de Capital (R$ 376.000) pelo valor presente. Este lançamento atende ao princípio da competência e ao reconhecimento inicial de ativos financeiros.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato com valores trocados: (a) usar o valor presente no lugar do nominal no débito; (b) reconhecer a receita de juros já na venda; (c) errar o valor dos juros (R$ 25.000 em vez de R$ 24.000). O cálculo correto do valor presente (400.000 × 0,94 = 376.000) e a compreensão de que os juros são receita futura (apropriada ao longo do tempo) resolvem a questão.