Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — CESPE / CEBRASPE 2019
Biologia›Identidade dos seres vivos
Código
ce109091
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SLU-DF
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Analista de Gestão de Resíduos Sólidos - Biologia
Biofilmes são estruturas que podem ser formadas pela
união de microrganismos unicelulares. Essas estruturas facilitam
a comunicação entre esses microrganismos e promovem uma
barreira protetora contra a ação de antibióticos. As bactérias
gram-positivas Streptococcus pyogenes, por exemplo, formam
biofilmes que dificultam o tratamento de algumas infecções. Um
componente presente em biofilmes é o glicocálice.
Tendo como referência inicial essas informações, julgue o item a seguir.Nem todos os métodos de coloração coram o glicocálice bacteriano, por isso uma alternativa viável para visualizá-lo é utilizar a técnica de coloração negativa.
CCerto
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GabaritoC — Certo
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Coloração negativa do glicocálice
Gabarito: ✅ CERTO. A afirmativa está correta: nem todos os métodos de coloração coram o glicocálice bacteriano, e a técnica de coloração negativa é uma alternativa viável para visualizá-lo, pois cora o fundo ao redor da bactéria, deixando o glicocálice visível como um halo claro. Essa técnica é especialmente útil porque o glicocálice é uma estrutura hidratada e pouco densa, que não retém bem os corantes tradicionais.
O glicocálice é uma camada de polissacarídeos e/ou polipeptídeos que envolve a parede celular de muitas bactérias, podendo se apresentar como cápsula (organizada e aderida) ou camada limosa (difusa e facilmente removível). Por ser muito hidratado e de baixa afinidade por corantes, ele não é bem visualizado pelas colorações simples ou diferenciais, como a coloração de Gram. A coloração negativa, também chamada de coloração por exclusão, utiliza corantes como a tinta da China (nanquim) ou a nigrosina, que não penetram na célula, corando apenas o fundo da lâmina. Assim, as bactérias e suas estruturas não coradas aparecem em contraste claro sobre o fundo escuro, permitindo a observação do glicocálico como um halo transparente ao redor da célula.
A banca explora aqui o conhecimento de técnicas microbiológicas específicas, exigindo que o candidato saiba diferenciar os métodos de coloração e suas aplicações. A pegadinha seria pensar que a coloração de Gram, por ser a mais comum, seria suficiente para visualizar o glicocálice, mas ela não o cora de forma eficaz. A coloração negativa é a técnica clássica para essa finalidade, sendo amplamente utilizada em laboratórios de microbiologia para evidenciar cápsulas bacterianas.
Glicocálice bacteriano: Estrutura (Polissacarídeos/polipeptídeos, Hidratado e pouco denso, Cápsula (organizada), Camada limosa (difusa)); Colorações comuns (Não retém corantes tradicionais, Gram não cora eficazmente); Coloração negativa (Cora o fundo (exclusão), Halo claro ao redor da célula, Corantes: nanquim, nigrosina)
NÃO CAIA NESSA!
A banca pode tentar confundir o candidato sugerindo que a coloração de Gram ou outras colorações diferenciais são adequadas para visualizar o glicocálice. Lembre-se: o glicocálice é uma estrutura hidratada e pouco densa, que não retém corantes comuns. A coloração negativa é a técnica correta, pois cora o fundo, deixando a estrutura visível por contraste. Fique atento a essa distinção na prova!
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre visualização de estruturas bacterianas, lembre-se: coloração negativa (nanquim, nigrosina) é usada para cápsulas e glicocálice; coloração de Gram diferencia bactérias pela parede celular; coloração de Ziehl-Neelsen é para micobactérias. Associe cada técnica à estrutura que ela evidencia.