Questão de Administração Pública — Modelos teóricos de Administração Pública — CESPE / CEBRASPE 2019
Administração Pública›Modelos teóricos de Administração Pública
Código
ce110004
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-RO
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Auditor de Controle Externo - Administração
Considerando o modelo patrimonial que marca nossa herança e os elementos da prática de gestão do Estado, assinale a opção correta.
AO patrimonialismo pode ser visto como uma superposição estreita entre a dimensão pública e a privada, possibilitando essa imbricação o surgimento de uma estrutura que mais tarde será importante para fortalecimento do Estado de bem-estar nacional.
BA noção de patrimonialismo está arraigada a uma concepção de sociedade marcada por liberdades individuais, com exaltação máxima do indivíduo que atue em nome de seus interesses particulares.
CNa definição de modelos de gestão pública, são marcantes a dimensão pública e a privada; no patrimonialismo elas se caracterizam como extensão uma da outra
DO patrimonialismo encontra-se profundamente engendrado na lógica inaugurada pelo Estado moderno e encontra apoio em muitas formações sociais até os dias atuais.
EApós as muitas reformas administrativas ocorridas nos Estados modernos, elementos de práticas de gestão contemporâneas estão imunes às lógicas identificadas no patrimonialismo.
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GabaritoC — Na definição de modelos de gestão pública, são marcantes a dimensão pública e a privada; no patrimonialismo elas se caracterizam como extensão uma da outra
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Modelo Patrimonialista de Administração Pública
Gabarito: letra C. No patrimonialismo, a característica central é a ausência de distinção entre o público e o privado; o patrimônio público é tratado como extensão do patrimônio privado do soberano e de seus aliados. É exatamente o que afirma a alternativa C: as dimensões pública e privada se caracterizam como extensão uma da outra.
O patrimonialismo foi o primeiro modelo de administração do Estado, marcado pela confusão entre a propriedade privada e a propriedade pública, pela inexistência de carreiras organizadas e pela corrupção e nepotismo generalizados (conteúdo de apoio sobre modelos teóricos de Administração Pública).
Modelo Patrimonialista: Característica central (Ausência de distinção público/privado, Patrimônio público = extensão do privado); Contexto histórico (Primeiro modelo de administração, Absolutismo / monarquias, Pré-burocrático); Consequências (Corrupção, Nepotismo, Inexistência de carreiras); Persistência (Traços ainda existem, Imune a reformas (falso))
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a superposição entre público e privado possibilitaria o fortalecimento do Estado de bem-estar nacional. Na verdade, o patrimonialismo é um modelo pré-burocrático e pré-moderno, associado ao absolutismo e ao descaso com o cidadão, não sendo um alicerce para o Estado de bem-estar.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Diz que o patrimonialismo está arraigado a uma concepção de sociedade marcada por liberdades individuais e exaltação do indivíduo. Ocorre o oposto: o patrimonialismo é típico de monarquias absolutas, onde não havia liberdades individuais e o poder se concentrava no soberano.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que no patrimonialismo as dimensões pública e privada são extensão uma da outra. É a definição clássica: não há separação entre o que é do Estado e o que é do governante. O conteúdo de apoio destaca que a "ausência de divisão entre a propriedade pública e a propriedade privada é a mais marcante" (Cap. 4, "Atenção").
Alternativa D — ❌ Incorreta
Declara que o patrimonialismo está engendrado na lógica do Estado moderno. O Estado moderno, a partir do século XIX, buscou superar o patrimonialismo com modelos burocrático e gerencial. Embora traços persistam, não é correto afirmar que o patrimonialismo é uma lógica própria do Estado moderno.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Diz que as reformas administrativas tornaram as práticas contemporâneas imunes ao patrimonialismo. O próprio material afirma que "persistem traços/práticas patrimonialistas de administração nos dias atuais" (Cap. 4), ou seja, não há imunidade.