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Questão de Economia — Microeconomia — CESPE / CEBRASPE 2019

EconomiaMicroeconomia
Código
ce110151
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-RO
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Auditor de Controle Externo -Economia
Considerando um monopolista maximizador de lucro que possua duas fábricas com a mesma função de custos, assinale a opção correta.
  1. ASe os custos marginais forem crescentes, o monopolista irá produzir em uma única fábrica.
  2. BSe os custos marginais forem constantes, o monopolista poderá distribuir a produção como desejar.
  3. CSe os custos marginais forem decrescentes, o monopolista deverá produzir nas duas fábricas.
  4. DEm qualquer situação, o monopolista deve produzir nas duas fábricas.
  5. EPara maximizar os lucros, o monopolista deve sempre dividir igualitariamente a produção nas duas fábricas.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoB — Se os custos marginais forem constantes, o monopolista poderá distribuir a produção como desejar.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Monopolista com múltiplas fábricas e a regra de alocação da produção

Gabarito: letra B. Quando um monopolista opera duas fábricas com a mesma função de custos e os custos marginais são constantes, o custo marginal de cada fábrica é o mesmo para qualquer nível de produção; logo, qualquer distribuição da produção entre as fábricas gera o mesmo custo total, e o monopolista pode dividir a produção como desejar sem afetar o lucro. A regra geral de otimização é igualar o custo marginal de cada fábrica à receita marginal (RMg = CMg₁ = CMg₂), e é a forma das curvas de custo marginal que determina como a produção deve ser alocada.

A questão explora um resultado clássico da teoria do monopólio com múltiplas plantas: a alocação ótima da produção entre fábricas depende do formato das curvas de custo marginal. O princípio subjacente é que, no ótimo, o custo marginal de cada fábrica deve ser igual à receita marginal da empresa — se uma fábrica tivesse custo marginal menor que a outra, seria lucrativo transferir produção da mais cara para a mais barata até que os custos marginais se igualassem. Com duas fábricas idênticas, a questão é como distribuir a produção total entre elas.

  • Custos marginais crescentes: a curva de CMg é inclinada para cima. Para minimizar o custo total de produzir uma dada quantidade, o monopolista deve igualar os custos marginais das duas fábricas — o que, com curvas idênticas, implica dividir a produção igualmente entre elas. Produzir tudo em uma única fábrica elevaria o custo marginal dessa fábrica acima do da outra, aumentando o custo total.

  • Custos marginais constantes: a curva de CMg é horizontal. Como o custo marginal é o mesmo para qualquer nível de produção em cada fábrica, o custo total de produzir uma quantidade Q é o mesmo independentemente de como Q é dividido entre as fábricas. Portanto, qualquer distribuição é igualmente eficiente — o monopolista é indiferente.

  • Custos marginais decrescentes: a curva de CMg é inclinada para baixo. Nesse caso, quanto maior a produção em uma fábrica, menor o seu custo marginal. Para minimizar o custo total, o monopolista deve concentrar toda a produção em uma única fábrica, pois isso reduz o custo marginal dessa fábrica ao máximo. Dividir a produção entre as duas fábricas elevaria o custo total.

A pegadinha da banca está em inverter as conclusões: muitos candidatos associam "crescente" a "concentrar" e "decrescente" a "dividir", quando o raciocínio correto é o oposto. A intuição econômica é que, com custos marginais crescentes, dividir a produção evita que o custo marginal de uma única fábrica suba demais; com custos marginais decrescentes, concentrar a produção aproveita as economias de escala internas de cada fábrica.

1CMg crescente
Dividir a produção
Igualar CMg₁ = CMg₂
2CMg constante
Indiferente
Qualquer divisão é ótima
3CMg decrescente
Concentrar em uma fábrica
Aproveitar economia de escala
Alocação ótima entre fábricas
LEVELsoulevel.com.br
Alocação ótima entre fábricas: CMg crescente (Dividir a produção, Igualar CMg₁ = CMg₂); CMg constante (Indiferente, Qualquer divisão é ótima); CMg decrescente (Concentrar em uma fábrica, Aproveitar economia de escala)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que, com custos marginais crescentes, o monopolista produzirá em uma única fábrica. É exatamente o contrário: com CMg crescente, a alocação ótima é dividir a produção entre as fábricas, igualando os custos marginais. Produzir em uma única fábrica elevaria o custo marginal dessa fábrica, aumentando o custo total e reduzindo o lucro.

Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Com custos marginais constantes, o custo marginal de cada fábrica é o mesmo para qualquer nível de produção. Assim, o custo total de produzir uma quantidade Q é independente de como Q é distribuído entre as fábricas — qualquer divisão gera o mesmo custo total e, portanto, o mesmo lucro. O monopolista pode distribuir a produção como desejar, sendo indiferente entre as alocações.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que, com custos marginais decrescentes, o monopolista deverá produzir nas duas fábricas. O correto é o oposto: com CMg decrescente, concentrar a produção em uma única fábrica reduz o custo marginal dessa fábrica, minimizando o custo total. Dividir a produção entre as duas fábricas elevaria o custo total, pois cada fábrica operaria com produção menor e custo marginal mais alto.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que, em qualquer situação, o monopolista deve produzir nas duas fábricas. Isso só é verdade quando os custos marginais são crescentes (para igualar os CMg) ou constantes (por indiferença). Com custos marginais decrescentes, a produção ótima concentra-se em uma única fábrica. Portanto, a afirmação é falsa por generalização indevida.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que o monopolista deve sempre dividir igualitariamente a produção nas duas fábricas. A divisão igualitária é ótima apenas quando os custos marginais são crescentes (e as fábricas são idênticas). Com custos marginais constantes, qualquer divisão é ótima (não apenas a igualitária); com custos marginais decrescentes, a produção deve ser concentrada em uma única fábrica. Portanto, a afirmação é falsa.

NÃO CAIA NESSA!

A banca inverte as conclusões para confundir: muitos candidatos associam "crescente" a "concentrar" e "decrescente" a "dividir", mas o raciocínio correto é o oposto. Lembre-se: com CMg crescente, dividir a produção evita que o custo marginal de uma única fábrica suba demais; com CMg decrescente, concentrar a produção aproveita as economias de escala internas. Com treino, você enxerga essas trocas de longe 💪

PEGA ESSA DICA!

Para fixar, monte uma tabela mental:

Formato do CMg

Alocação ótima

Crescente

Dividir a produção (igualar CMg)

Constante

Indiferente (qualquer divisão)

Decrescente

Concentrar em uma fábrica

Na prova, identifique o formato do CMg e aplique a regra correspondente.

Gabarito: letra B

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