Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão e da Liberdade Provisória — CESPE / CEBRASPE 2019
- Código
- ce110995
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- TJ-AM
- Ano
- 2019
- Nível
- Médio
- Cargo
- CESPE - - Assistente Judiciário
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo. O relaxamento da prisão em flagrante por ilegalidade (ausência de atualidade) torna ilícitas as provas obtidas diretamente em decorrência do flagrante, como a confissão prestada no auto de prisão, aplicando-se a teoria dos frutos da árvore envenenada (art. 157 do CPP).
A prisão em flagrante exige que o crime esteja ocorrendo ou tenha acabado de ocorrer, ou que haja perseguição imediata. No caso, Jaime foi preso dois meses após o furto, o que não configura flagrante. O juiz, corretamente, relaxou a prisão por falta de atualidade. A confissão de Jaime foi colhida durante esse flagrante ilegal. Pelo art. 157 do CPP, são inadmissíveis as provas obtidas em violação a normas legais; a prisão ilegal é violação legal. A teoria dos frutos da árvore envenenada estabelece que as provas que derivam diretamente de um ato ilegal também são ilícitas. Portanto, a confissão é ilícita. O fato de ter sido relaxada a prisão não convalida a prova; ao contrário, reconhece a ilegalidade que contamina a prova.
Cuidado para não achar que o relaxamento da prisão apenas liberta o indivíduo, mantendo a validade das provas colhidas. A lógica é inversa: a ilegalidade do flagrante contamina as provas diretamente dele decorrentes, por aplicação da teoria dos frutos da árvore envenenada.
Gabarito: Certo.
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