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Questão de Direito Processual Penal — Inquérito Policial — CESPE / CEBRASPE 2019

Direito Processual PenalInquérito Policial
Código
ce111192
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-BA
Ano
2019
Nível
Superior
Cargo
CESPE - - Conciliador
A respeito de inquérito policial, assinale a opção correta.
  1. AEm regra, a apreensão de objetos na fase inquisitorial não depende de autorização judicial.
  2. BA não conclusão do inquérito policial no prazo legal acarreta a nulidade do procedimento.
  3. CDiante de notícia de novas provas, a autoridade policial poderá desarquivar, de ofício, inquérito policial já encerrado.
  4. DO inquérito policial é peça imprescindível ao oferecimento da denúncia e se encerra com a apresentação do relatório final pela autoridade policial.
  5. EAplicam-se às autoridades policiais as mesmas regras de suspeição e impedimento concernentes aos magistrados.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — Em regra, a apreensão de objetos na fase inquisitorial não depende de autorização judicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Inquérito Policial – Características e Regras

Gabarito: letra A. A alternativa A está correta porque, em regra, a apreensão de objetos na fase inquisitorial pode ser realizada pela autoridade policial independentemente de autorização judicial, com base nos poderes de investigação e nas exceções ao mandado de busca e apreensão (flagrante, consentimento, situação de urgência). As demais alternativas apresentam afirmações contrárias ao CPP e à jurisprudência consolidada.

O inquérito policial é um procedimento administrativo investigatório, de natureza inquisitorial, presidido pela autoridade policial. A doutrina e a jurisprudência consolidam que o descumprimento do prazo legal para sua conclusão não gera nulidade, que o inquérito não é imprescindível para a denúncia, que a autoridade policial não pode desarquivar de ofício o inquérito já arquivado judicialmente e que as regras de suspeição dos magistrados não se aplicam integralmente às autoridades policiais.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmativa está correta. A apreensão de objetos durante a investigação criminal, em regra, dispensa autorização judicial, desde que não envolva busca domiciliar ou medidas que exijam mandado. A autoridade policial pode, de ofício, apreender objetos que constituam corpo de delito, instrumentos do crime ou que estejam em poder de suspeitos em flagrante. Essa é a interpretação dominante do CPP, especialmente do art. 6º, que confere amplos poderes investigatórios à polícia judiciária.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O descumprimento do prazo legal para conclusão do inquérito policial não acarreta sua nulidade. O prazo é impróprio, ou seja, não gera invalidação do procedimento, podendo acarretar apenas responsabilidade administrativa da autoridade policial. A jurisprudência é pacífica nesse sentido.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A autoridade policial não pode desarquivar de ofício o inquérito já arquivado judicialmente. O art. 18 do CPP apenas autoriza que, após o arquivamento, a polícia realize novas pesquisas se tiver notícia de outras provas, mas o desarquivamento depende de determinação judicial ou de requisição do Ministério Público. Veja o texto legal:

Art. 18CPP

Art. 18 — "Depois de ordenado o arquivamento do inquérito pela autoridade judiciária, por falta de base para a denúncia, a autoridade policial poderá proceder a novas pesquisas, se de outras provas tiver notícia"

Além disso, a Súmula 524 do STF reforça que "Arquivado o inquérito policial, por despacho do juiz, a requerimento do promotor de justiça, não pode a ação penal ser iniciada, sem novas provas."

Alternativa D — ❌ Incorreta

O inquérito policial não é peça imprescindível ao oferecimento da denúncia. O Ministério Público pode dispensar o inquérito quando já possuir elementos suficientes para a propositura da ação penal (art. 39, §5º, CPP). A denúncia pode ser oferecida com base em outras peças de informação. Além disso, o inquérito se encerra com o relatório da autoridade policial, mas a afirmação de que é imprescindível torna a alternativa incorreta.

Alternativa E — ❌ Incorreta

As regras de suspeição e impedimento previstas no CPP para magistrados (arts. 252 a 256) não se aplicam integralmente às autoridades policiais. Embora existam hipóteses de impedimento dos servidores públicos em geral (Lei 8.112/90, por exemplo), não há equiparação automática com as regras dos juízes. A banca tenta generalizar indevidamente.

NÃO CAIA NESSA!

Atenção à alternativa C: a banca explora a confusão entre "novas pesquisas" (art. 18 CPP) e "desarquivamento de ofício". O aluno pode pensar que, com novas provas, o delegado pode reabrir o inquérito, mas isso é vedado; apenas o juiz ou o MP podem determinar o desarquivamento.

MNEMÔNICO
DEITAA IDOSO
DDispensávelEEscritoIInquisitivoTTransitórioAAdministrativoApresidido por Autoridade pública competenteIIndisponívelDDiscricionárioOOficialSSigilosoOOficioso
Características do inquérito policial

Gabarito: letra A.

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