Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2019
Português›Interpretação de Textos
Código
ce111772
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TJ-PR
Ano
2019
Nível
Médio
Cargo
CESPE - - Técnico Judiciário
Ao afirmar que o astrônomo e o geógrafo leem, respectivamente, estrelas e terrenos, o autor sugere que esses profissionais
Aanalisam o aspecto dessas formações de modo a obter previsões a respeito do mundo e dos seres humanos.
Bencaram tais superfícies como sinais gráficos a serem decodificados ou traduzidos.
Cestudam a configuração desses elementos para descobrir dados acerca das origens de tais elementos e das transformações por que tenham passado.
Dprocuram vestígios de histórias escritas por povos remotos na superfície desses elementos.
Edeixam-se levar pela imaginação e fantasiam histórias maravilhosas que poderiam ter efetivamente acontecido nesses lugares.
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GabaritoC — estudam a configuração desses elementos para descobrir dados acerca das origens de tais elementos e das transformações por que tenham passado.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A leitura como interpretação do mundo
Gabarito: letra C. O autor sugere que o astrônomo e o geógrafo estudam a configuração desses elementos para descobrir dados acerca das origens e das transformações — exatamente o que se lê no trecho: "Que epopeias o geografo le nas camadas acumuladas em um simples terreno". A palavra "epopeias" e a ideia de "camadas acumuladas" apontam para a leitura de histórias de formação e mudança, não para previsões, sinais gráficos, vestígios de povos ou fantasia.
A questão é de interpretação/inferência: o comando diz "o autor sugere", ou seja, a resposta não está literal, mas é uma dedução ancorada em pistas do texto. A pista central é a comparação entre o trabalho do astrônomo (ler o céu) e do geógrafo (ler as camadas de um terreno) com a leitura de um texto — ambos decifram significados a partir da configuração do que observam.
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. A alternativa afirma que esses profissionais buscam "previsões a respeito do mundo e dos seres humanos". O texto não menciona previsões; fala em "ler" e "epopeias", que remetem a narrativas do passado, não a futurologia. A banca acrescenta uma ideia de fora (previsão) que não está sustentada.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: troca de conceito. Dizer que eles "encaram tais superfícies como sinais gráficos a serem decodificados" é uma leitura literal da metáfora. O texto usa "ler" em sentido figurado — não se trata de decodificar letras, mas de interpretar significados. A alternativa restringe o sentido ao aspecto gráfico, o que não corresponde à abrangência da metáfora.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
É a única sustentada pelo texto. O trecho decisivo:
"Que epopeias o geografo le nas camadas acumuladas em um simples terreno."
A palavra "epopeias" (narrativas grandiosas) e "camadas acumuladas" (estratos que registram transformações ao longo do tempo) indicam que o geógrafo descobre a história de formação do terreno. O mesmo raciocínio vale para o astrônomo, que lê a "epopeia das estrelas" — ou seja, a história de origem e evolução do universo. A alternativa parafraseia essa ideia com precisão: estudar a configuração para descobrir origens e transformações.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. A alternativa fala em "vestígios de histórias escritas por povos remotos". O texto não menciona povos antigos nem escritas humanas; as "epopeias" são metafóricas — são as histórias que a natureza registra, não textos deixados por civilizações. A banca tangencia o tema ao introduzir um elemento (povos remotos) que não está no texto.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação com opinião embutida. Dizer que eles "deixam-se levar pela imaginação e fantasiam histórias maravilhosas" contradiz o tom do texto. O autor não fala em fantasia; fala em leitura como conquista de significados — um ato de interpretação séria, não de devaneio. A alternativa acrescenta um juízo (imaginação, fantasia) que o autor não externou.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora extrapolar com ideias que parecem plausíveis (previsões, povos remotos, imaginação), mas que não estão no texto. A correta é a que parafraseia com fidelidade a metáfora central: ler = interpretar a história registrada na configuração das coisas.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de inferência, grife as palavras-chave do trecho (aqui: "epopeias", "camadas acumuladas") e veja qual alternativa reescreve essa ideia sem acrescentar nada de fora. Desconfie de alternativas que introduzem previsão, povos, imaginação — isso é sinal de extrapolação.