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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2020

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce117028
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MPE-CE
Ano
2020
Nível
Superior

Imagem da questão

Acerca das ideias, dos sentidos e dos aspectos linguísticos do texto precedente, julgue o item a seguir.A professora doutora Patrícia Izar destaca que, no reino animal, o que motiva o comportamento agressivo típico dos macacos para a proteção do grupo é análogo ao que motiva o ser humano a ter uma atitude racista.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Racismo e comportamento animal: analogia indevida

Gabarito: letra E (ERRADO). A afirmativa distorce o que Patrícia Izar disse: ela afirma que não existe nos animais um correlato exato ao preconceito, e que o comportamento dos macacos é de proteção do grupo, não de agressão motivada por racismo. A alternativa extrapola ao dizer que o que motiva os macacos é "análogo" ao que motiva o racismo humano — o texto nega essa analogia.

A questão é de compreensão (o que o texto afirma), não de inferência. Basta confrontar a alternativa com a fala da pesquisadora, citada no 3º parágrafo.

Análise da afirmativa

A afirmativa diz: "A professora doutora Patrícia Izar destaca que, no reino animal, o que motiva o comportamento agressivo típico dos macacos para a proteção do grupo é análogo ao que motiva o ser humano a ter uma atitude racista."

O texto, porém, apresenta a fala de Patrícia Izar em dois momentos que contradizem essa leitura:

"Nos não identificamos em animais um correlato exato ao preconceito, especialmente porque preconceito é uma construcao verbal e social tipica das culturas humanas"

"O que existe tipicamente entre os primatas, os macacos, é um comportamento de proteger o grupo ao qual eles pertencem; em geral, um grupo com alto grau de parentesco contra outro grupo."

A pesquisadora explicitamente nega que haja um "correlato exato" (ou seja, algo análogo) ao preconceito nos animais. Ela explica que o comportamento dos macacos é de proteção do grupo, não de discriminação racial — e que o preconceito é uma construção verbal e social típica das culturas humanas, algo que não existe no reino animal.

A alternativa comete o erro clássico de extrapolação: pega um dado real do texto (o comportamento de proteção do grupo nos macacos) e o distorce, atribuindo-lhe uma motivação análoga ao racismo, quando o texto diz exatamente o contrário.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta fazer o candidato acreditar que "proteger o grupo" é o mesmo que "racismo", quando o texto separa claramente os dois conceitos. A palavra "análogo" é a chave: o texto nega a analogia.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de certo/errado, desconfie de palavras como "análogo", "igual", "mesmo", "idêntico" — elas costumam criar uma relação que o texto não estabelece. Volte ao trecho e verifique se a relação existe de fato.

Conclusão: a afirmativa está ERRADA, pois contradiz a fala de Patrícia Izar, que nega a existência de um correlato exato ao preconceito nos animais e descreve o comportamento dos macacos como proteção do grupo, não como racismo.

Gabarito: letra E.

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