Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2021
Português›Interpretação de Textos
Código
ce120273
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IBGE
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Agente de Pesquisas e Mapeamento
Texto 1A2-II
Quando a covid-19 começou a se espalhar pelo Brasil em março de 2020 e exigiu a adoção de medidas mais restritivas, especialistas em saúde mental passaram a usar o termo “quarta onda” para se referir à avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente.
Mas, contrariando todas as expectativas, os primeiros 12 meses pandêmicos não resultaram em mais diagnósticos dessas doenças: estudos publicados em março de 2021 indicam que os números de indivíduos acometidos tiveram até uma ligeira subida no início da crise, mas depois eles se mantiveram estáveis dali em diante.
Outros achados recentes também apontam que políticas mais extremas como o lockdown, adotadas em vários países e tão necessárias para achatar as curvas de contágio e evitar o colapso dos sistemas de saúde, não resultaram numa piora do bem-estar nem no aumento dos casos de suicídio.
O que as pesquisas mais recentes nos apontam é que, ao menos em 2020, aquela “quarta onda” de transtornos mentais que era prevista pelos especialistas não aconteceu na prática graças à resiliência do ser humano e a despeito de uma piora na qualidade de vida e de um esperado aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo.
Em todo caso, é preciso destacar que alguns grupos foram mais atingidos que outros, como é o caso dos profissionais da saúde e das mulheres, que precisaram lidar com a sobrecarga de trabalho.
Internet: <uol.com.br> (com adaptações).
Segundo o texto 1A2-II, a ‘quarta onda’ refere-se
Aao quarto aumento seguido do número de casos de coronavírus no Brasil.
Baos problemas mentais que vêm acarretando o suicídio desde o início da pandemia.
Caos novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos decorrentes da pandemia de coronavírus.
Dà piora na qualidade de vida e ao aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo durante a pandemia.
Eaos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos característicos do modo de vida do século XXI.
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GabaritoC — aos novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos decorrentes da pandemia de coronavírus.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A 'quarta onda' no texto — referência a transtornos psiquiátricos
Gabarito: letra C. A expressão 'quarta onda' é usada no texto para designar os novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que os especialistas previam como consequência da pandemia. A passagem que ancora essa leitura está logo no início do primeiro parágrafo:
"especialistas em saúde mental passaram a usar o termo 'quarta onda' para se referir à avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente."
A alternativa C é uma paráfrase fiel desse trecho: troca 'avalanche' por 'novos casos' e 'que viriam pela frente' por 'decorrentes da pandemia', sem alterar o sentido. As demais alternativas ou extrapolam (A, E), restringem (B) ou trocam o referente (D).
Alternativa A — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação. O texto não menciona 'aumento seguido do número de casos de coronavírus' em nenhum momento. A 'quarta onda' é um termo da saúde mental, não da epidemiologia da covid-19. A banca tenta atrair o candidato que leu apenas o início do texto ('covid-19 começou a se espalhar') e associou 'onda' a ondas de contágio — mas o texto é claro ao definir o termo.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: restrição indevida. O texto fala em 'depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos' e, mais adiante, menciona que o lockdown 'não resultou no aumento dos casos de suicídio'. A alternativa restringe o alcance da 'quarta onda' ao suicídio, que é apenas um dos fenômenos citados — e, aliás, o texto afirma que não houve aumento de suicídio. A 'quarta onda' não se refere a suicídio, e sim aos transtornos como um todo.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Paráfrase exata do texto. O trecho citado na abertura define 'quarta onda' como 'avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos que viriam pela frente'. A alternativa C reescreve isso com sinônimos: 'novos casos' (avalanche), 'decorrentes da pandemia' (que viriam pela frente). Nenhuma informação foi acrescentada ou suprimida.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: troca de referente. O texto menciona 'piora na qualidade de vida' e 'aumento de sentimentos como tristeza, frustração, raiva e nervosismo' — mas isso aparece depois, como consequência da pandemia, e não como definição de 'quarta onda'. A banca pega elementos que estão no texto, mas os desloca para um referente errado. A 'quarta onda' é o nome dado aos transtornos, não aos sentimentos ou à qualidade de vida.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: extrapolação com fato verdadeiro ausente. A alternativa fala em 'modo de vida do século XXI', algo que não está no texto. O texto trata especificamente da pandemia de covid-19 e dos transtornos previstos para esse contexto. A banca apela ao conhecimento de mundo do candidato (a ideia de que a vida moderna gera ansiedade), mas isso é extrapolação: o texto não sustenta essa generalização.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar o referente — pega palavras que estão no texto (qualidade de vida, sentimentos) e as coloca no lugar do termo definido. Grife a definição dada pelo próprio texto: 'quarta onda' = 'avalanche de novos casos de depressão, ansiedade e outros transtornos psiquiátricos'.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de compreensão, a alternativa correta é quase sempre uma paráfrase — reescrita com sinônimos, sem acrescentar nem tirar nada. Desconfie de alternativas que usam palavras do texto, mas mudam o referente ou generalizam.