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Questão de Português — Morfologia - Verbos — CESPE / CEBRASPE 2021

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
ce120340
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
IBGE
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Agente de Pesquisas por Telefone
Texto 1A1-I

  Não sei quando começou a necessidade de fazer listas, mas posso imaginar nosso antepassado mais remoto riscando na parede da caverna, à luz de uma tocha, signos que indicavam quanto de alimento havia sido estocado para o inverno que se aproximava ou, como somos competitivos, a relação entre nomes de integrantes da tribo e o número de caças abatidas por cada um deles.
   Se formos propor uma hermenêutica acerca do tema, talvez possamos afirmar que existem dois tipos de listas: as necessárias e as inúteis. Em muitos casos, dialeticamente, as necessárias tornam-se inúteis e as inúteis, necessárias. Tomemos dois exemplos. Todo mês, enumero as coisas que faltam na despensa de minha casa antes de me dirigir ao supermercado; essa lista arrolo na categoria das necessárias. Por outro lado, há pessoas que anotam suas metas para o ano que se inicia: começar a fazer ginástica, parar de fumar, cortar em definitivo o açúcar, ser mais solidário, menos intolerante... Essa elenco na categoria das inúteis.
    Feitas as compras, a lista do supermercado, necessária, torna-se então inútil. A lista contendo nossos desejos de sermos melhores para nós mesmos e para os outros, embora inútil, pois dificilmente a cumprimos, converte-se em necessária, porque estabelece um vínculo com o futuro, e nos projetar é uma forma de vencer a morte.
   Tudo isso para justificar o que se segue. Ninguém me perguntou, mas resolvi organizar uma lista dos melhores romances que li em minha vida — escolhi o número vinte, não por motivos místicos, mas porque talvez, pela amplitude, alinhave, mais que preferências intelectuais, uma história afetiva das minhas leituras. Enquadro-a na categoria das listas inúteis, mas, quem sabe, se consultada, municie discussões, já que toda escolha é subjetiva e aleatória, ou, na melhor das hipóteses, suscite curiosidade a respeito de um título ou de um autor. Ocorresse isso, me daria por satisfeito. 
Luiz Ruffato. Meus romances preferidos.
Internet: <brasil.elpais.com> (com adaptações).

Mantendo-se o sentido original do texto 1A1-I, a locução “formos propor” (início do segundo parágrafo) poderia ser corretamente substituída pela forma verbal
  1. Apropuséssemos.
  2. Bproporemos.
  3. Cpropusermos.
  4. Dproporíamos.
  5. Epropúnhamos.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — propusermos.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição de "formos propor" por forma verbal simples

Gabarito: letra C. A locução "formos propor" equivale semanticamente ao futuro do subjuntivo simples "propusermos", pois ambas expressam uma condição futura hipotética. No texto original: "Se formos propor uma hermenêutica...", o sentido é de "se propusermos". A resposta correta é a única que preserva o modo subjuntivo e o tempo futuro.

  1. 1Identificar tempo/modoFuturo do subjuntivo (condição)
  2. 2Buscar equivalente simplesFuturo do subjuntivo do verbo 'propor'
  3. 3Resultado: propusermosPreserva condição futura hipotética
LEVEL · soulevel.com.br

Alternativa A — ❌ Incorreta

"Propuséssemos" é imperfeito do subjuntivo, usado para condições contrárias ao fato no presente ou passado, não para futuro hipotético. O texto fala de uma possibilidade futura, não de algo irreal.

Alternativa B — ❌ Incorreta

"Proporemos" é futuro do presente do indicativo, que indica certeza ou fato futuro, e não condição. A oração original exige o modo subjuntivo (hipótese).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

"Propusermos" é o futuro do subjuntivo do verbo "propor". O trecho "Se formos propor" é uma perífrase de futuro do subjuntivo; substituir por "se propusermos" mantém integralmente o sentido de condição futura.

Alternativa D — ❌ Incorreta

"Proporíamos" é o futuro do pretérito do indicativo (condicional). Esse tempo expressa uma consequência ("então proporíamos"), não a condição em si. Na estrutura original, "formos propor" é a condição, não a consequência.

Alternativa E — ❌ Incorreta

"Propúnhamos" é pretérito imperfeito do indicativo, indicando ação habitual ou contínua no passado. Não se encaixa no contexto de hipótese voltada para o futuro.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta atrair o candidato para "propuséssemos" (imperfeito do subjuntivo), que soa semelhante mas muda o tempo da condição. Lembre-se: "se formos" é futuro do subjuntivo, equivalente a "se propusermos".

PEGA ESSA DICA!

Sempre identifique o tempo e o modo do verbo na locução original. "Formos" é futuro do subjuntivo do verbo "ir", usado em orações condicionais com "se". A troca deve manter o mesmo tempo e modo.

Gabarito: letra C

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