Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2021
- Código
- ce120643
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- MPE-AP
- Ano
- 2021
- Nível
- Médio
- Cargo
- Técnico Ministerial - Especialidade: Auxiliar Administrativo

- Acausa.
- Bconclusão.
- Cexplicação.
- Dcondição.
- Eadição.

GabaritoB — conclusão.
Gabarito: letra B. No último período do texto, a expressão “Por isso” introduz uma circunstância de conclusão — ela retoma toda a argumentação anterior (a atenção como mercadoria das empresas de internet) e dela extrai uma consequência lógica: “há tanta gente lutando por ela”. A pista decisiva está na própria estrutura do período: o que vem antes de “Por isso” é a causa (a atenção é a maior riqueza das empresas de internet), e o que vem depois é o efeito (a disputa por ela). Conectivo conclusivo clássico, como se vê no trecho: “A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela”.
A questão pede que você identifique a relação semântica que o conectivo “Por isso” estabelece com as ideias anteriores. Não é uma questão de compreensão literal, mas de reconhecimento do valor do conectivo — e isso se resolve testando a substituição: se “Por isso” pode ser trocado por “portanto”, “logo”, “por conseguinte” sem alterar o sentido, ele é conclusivo. Se pudesse ser trocado por “porque”, seria causal/explicativo — mas não é o caso.
Observe a lógica do trecho:
“A atenção é a maior riqueza das empresas de Internet. Fez fortunas, criou gigantes, mudou o mundo. Por isso há tanta gente lutando por ela.”
A primeira parte apresenta um fato/argumento (a atenção é a maior riqueza); a segunda, introduzida por “Por isso”, apresenta a consequência desse fato (muita gente luta por ela). Essa é a estrutura típica da conclusão: retoma o que foi dito e dele tira uma decorrência.
Causa. A alternativa inverte a relação. Se “Por isso” indicasse causa, o trecho diria que a atenção é a maior riqueza porque há muita gente lutando por ela — o que não faz sentido. No texto, a causa é o que vem antes (“a atenção é a maior riqueza”), e “Por isso” marca o efeito (a disputa). A banca explora a confusão comum entre causa e consequência: quem lê rápido pode achar que “por isso” = “porque”, mas são valores opostos nesse contexto.
Conclusão. Como provado acima, “Por isso” equivale a “portanto”/“logo” e introduz a conclusão extraída das ideias anteriores. O próprio texto autoriza: a atenção é a maior riqueza das empresas de internet (premissa) → logo, há muita gente lutando por ela (conclusão). É a relação clássica de causa e consequência, em que o conectivo marca a consequência.
Explicação. A explicação (típica de “porque”, “pois” anteposto ao verbo) justifica a oração anterior. Aqui, “Por isso” não explica por que a atenção é a maior riqueza; ele conclui algo a partir dela. A explicação estaria presente se o texto dissesse, por exemplo: “A atenção é a maior riqueza, porque há muita gente lutando por ela” — o que não ocorre.
Condição. Condição é relação de “se... então” (conectivos como “se”, “caso”, “desde que”). Não há qualquer hipótese ou condição no trecho: “Por isso” não estabelece uma condição para algo acontecer, mas sim uma consequência de um fato já afirmado.
Adição. Adição é soma de ideias (conectivos como “e”, “além disso”, “também”). “Por isso” não acrescenta uma informação nova ao que foi dito; ele retoma o que foi dito e dele extrai uma conclusão. A relação é de consequência, não de acréscimo.
A banca explora a confusão entre causa e consequência. Muitos candidatos marcam “causa” porque “por isso” lembra “porque”, mas o conectivo aponta para o efeito — e a prova está na ordem do período: a causa vem antes, a consequência depois.
Para identificar o valor de um conectivo, faça a substituição mental: se “por isso” = “portanto”/“logo” → conclusão; se = “porque” → causa/explicação. E lembre: em uma relação de causa e consequência, o conectivo conclusivo marca a consequência.
Gabarito: letra B.
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