Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2021
- Código
- ce121338
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- PC-DF
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Escrivão de Polícia da Carreira de Polícia Civil do Distrito Federal
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: Certo. A substituição de “tinha levado” por “levara” e de “tinha pensado” por “pensara” preserva tanto os sentidos quanto a correção gramatical do texto, pois ambas as formas pertencem ao pretérito mais-que-perfeito do indicativo — a primeira é a forma composta, a segunda, a forma simples, que são equivalentes nesse contexto.
No texto, lê-se:
“Se ao menos ele não fizesse aquela voz para perguntar se por acaso alguém tinha levado a sua caneta. Se por acaso alguém tinha pensado em comprar um novo fio dental” (ℓ.27-28).
Tanto “tinha levado” quanto “levara” indicam uma ação passada anterior a outra ação também passada (“fizesse aquela voz”). O mesmo vale para “tinha pensado” / “pensara”. A gramática normativa reconhece a intercambialidade entre o pretérito mais-que-perfeito composto (tinha + particípio) e o simples (terminação -ra) em contextos formais e literários, como o do texto. Não há perda de sentido nem prejuízo à correção — a substituição é perfeita.
Em provas, quando a banca propõe trocar uma locução verbal “tinha + particípio” pelo pretérito mais-que-perfeito simples, desconfie apenas se houver mudança de tempo (ex.: substituir por um pretérito imperfeito). Aqui, os tempos são idênticos, portanto a afirmação é verdadeira.
Conclusão: a substituição mantém o sentido e a correção gramatical. Item Certo.
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