Questão de Biologia — Identidade dos seres vivos — CESPE / CEBRASPE 2021
- Código
- ce123372
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEDUC-AL
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Biologia
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: ❌ ERRADO. A afirmação está incorreta porque o intestino possui uma rica inervação, incluindo neurônios do sistema nervoso simpático e parassimpático, além do sistema nervoso entérico, que regula a atividade imunológica local. A premissa de que "não há neurônios do sistema nervoso simpático no intestino" é falsa, pois o trato gastrointestinal é amplamente inervado por fibras simpáticas e parassimpáticas, e o sistema nervoso entérico, conhecido como "segundo cérebro", desempenha papel crucial na modulação da imunidade intestinal.
O intestino é inervado por três componentes: o sistema nervoso entérico (SNE), o sistema nervoso simpático e o sistema nervoso parassimpático. O SNE, formado pelos plexos submucoso e mioentérico, contém cerca de 100 milhões de neurônios e controla a motilidade, a secreção e o fluxo sanguíneo local. As fibras simpáticas, originadas da medula espinhal torácica e lombar, inibem a motilidade e a secreção, enquanto as parassimpáticas (nervo vago) estimulam essas funções. Além disso, o intestino abriga cerca de 70% das células do sistema imunológico do corpo, e a comunicação entre o SNE e as células imunes é essencial para a homeostase. A regulação imunológica pelo sistema digestório é, portanto, não apenas possível, mas fundamental, como evidenciado por estudos sobre o eixo intestino-cérebro e a influência da microbiota intestinal na resposta imune.
A banca explora a confusão entre a inervação simpática e a ausência de neurônios, mas o fato é que o intestino é ricamente inervado por ambos os sistemas, e a regulação imunológica é uma função bem estabelecida. A afirmativa, ao negar a existência de neurônios simpáticos, contradiz a anatomia e a fisiologia do sistema digestório.
A alternativa está errada porque a premissa é falsa: o intestino possui neurônios do sistema nervoso simpático, que fazem parte da inervação extrínseca do trato gastrointestinal. As fibras simpáticas pós-ganglionares inervam a parede intestinal, modulando a motilidade, a secreção e o fluxo sanguíneo, e também interagem com o sistema imunológico local. Além disso, o sistema nervoso entérico, com seus plexos submucoso e mioentérico, é um componente essencial do "segundo cérebro" e participa ativamente da regulação da resposta imune intestinal. Portanto, a regulação da atividade imunológica pelo sistema digestório é não apenas provável, mas um mecanismo bem documentado, envolvendo a comunicação entre neurônios, células imunes e microbiota.
A banca tenta induzir o aluno a acreditar que o intestino não possui inervação simpática, quando na verdade ele é ricamente inervado por fibras simpáticas e parassimpáticas. O erro está em negar a existência de neurônios simpáticos, o que contraria a anatomia básica. Lembre-se: o sistema nervoso entérico é o "segundo cérebro", mas a inervação extrínseca (simpática e parassimpática) também está presente e é fundamental para a regulação digestória e imunológica.
Gabarito: ❌ ERRADO.
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