Questão de Biologia — Qualidade de vida das populações humanas — CESPE / CEBRASPE 2021
- Código
- ce123453
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEDUC-AL
- Ano
- 2021
- Nível
- Superior
- Cargo
- Professor - Ciências
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
Gabarito: ✅ CERTO. O coito interrompido é um método contraceptivo de baixa eficácia e, por não criar barreira mecânica entre os parceiros, não protege contra doenças sexualmente transmissíveis (DST/IST). A afirmativa está correta em ambos os pontos: não previne DST e não é totalmente eficaz para evitar gestações.
O coito interrompido (também chamado de coitus interruptus) consiste na retirada do pênis da vagina antes da ejaculação. O material de apoio explica por que ele é pouco eficiente: as secreções masculinas eliminadas antes da ejaculação podem conter espermatozoides, e a demora na retirada do pênis pode deixar sêmen com capacidade fecundante dentro da vagina. Além disso, como não há uso de preservativo, há contato direto com secreções genitais, sangue e mucosas — vias de transmissão de diversas DST, como HIV, sífilis, gonorreia e HPV.
A distinção central que a banca explora é entre métodos de barreira (que previnem DST e gravidez) e métodos comportamentais ou de baixa eficácia (que, no máximo, tentam evitar a gestação, mas não oferecem proteção contra infecções). O coito interrompido se enquadra no segundo grupo: ele não impede o contato entre fluidos corporais, portanto não há qualquer proteção contra DST.
A pegadinha aqui é sutil: o candidato pode achar que, por ser um método contraceptivo, o coito interrompido também protege contra DST — o que é falso. A banca cobra exatamente essa distinção entre contracepção e prevenção de infecções.
A afirmativa é verdadeira por dois motivos independentes:
Não protege contra DST: o coito interrompido não utiliza nenhuma barreira física (como a camisinha) que impeça o contato com secreções, sangue ou mucosas. Portanto, não há prevenção contra HIV, sífilis, gonorreia, HPV, hepatites B e C, entre outras.
Não é totalmente eficaz para evitar gestações: o método falha porque o líquido pré-ejaculatório pode conter espermatozoides e porque a retirada do pênis pode ser tardia, deixando sêmen viável no interior da vagina. A taxa de falha é alta em comparação com métodos modernos (como pílula, DIU ou camisinha).
Na prova, lembre-se: métodos de barreira (camisinha, diafragma) previnem DST e gravidez; métodos comportamentais (coito interrompido, tabelinha) não previnem DST e têm eficácia contraceptiva baixa ou moderada. Se a alternativa disser que um método não mecânico protege contra DST, está errada.
Gabarito: ✅ CERTO.
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