Questão de História — História do Brasil — CESPE / CEBRASPE 2021
- Código
- ce125658
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- SEFAZ-RR
- Ano
- 2021
- Nível
- Médio
- Cargo
- Auditor Fiscal de Tributos Estaduais
- AI e II.
- BII e III.
- CIII e IV.
- DI, II e IV.
- EI, III e IV.
GabaritoA — I e II.
Gabarito: letra A — estão certos apenas os itens I e II. O item III erra ao atribuir inspiração ortodoxa e câmbio flutuante ao governo JK (1956-1961), que foi desenvolvimentista e interveio fortemente no câmbio com taxas múltiplas. O item IV erra ao afirmar que Delfim Netto valorizou o câmbio para controlar a inflação; sua política foi de minidesvalorizações (crawling peg) para estimular exportações.
Entre 1951 e 1952, a economia brasileira enfrentou um colapso cambial devido à deterioração do comércio internacional (queda dos preços do café) e ao descompasso entre a concessão de licenças de importação e a efetiva importação. Esse fato é amplamente reconhecido na historiografia econômica, especialmente no segundo governo Vargas.
Na década de 1950, o monopólio cambial do Banco do Brasil foi restabelecido (por meio da Instrução 70 da SUMOC, em 1953) e o controle quantitativo das exportações foi extinto. Essas medidas reforçaram o controle estatal sobre o câmbio, típico do período.
O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1961) adotou uma política desenvolvimentista, com forte intervenção estatal na economia. No câmbio, utilizou-se um sistema de taxas múltiplas (subsídios para importações prioritárias e sobretaxas para supérfluos), além de manter o câmbio fixo e administrado. Portanto, não houve inspiração ortodoxa nem câmbio flutuante.
Durante o regime militar, Delfim Netto, como ministro da Fazenda (especialmente no período do "milagre econômico", 1968-1973), implementou a política de minidesvalorizações cambiais (crawling peg) para manter a competitividade das exportações. A valorização (apreciação) da taxa de câmbio teria efeitos contrários aos objetivos exportadores e não foi adotada como instrumento de controle da inflação.
A banca tenta confundir ao atribuir "ortodoxia" e "câmbio flutuante" ao governo JK, quando o correto é intervencionismo e câmbio fixo com taxas múltiplas. Outro equívoco frequente é trocar "minidesvalorização" por "valorização" nas políticas de Delfim Netto. Fique atento a esses pares antagônicos — a troca de termos é o padrão mais comum da banca nesse tema.
Afirma que apenas os itens I e II estão corretos. Como demonstrado, I e II são verdadeiros, e III e IV são falsos. Portanto, esta alternativa está correta.
Inclui os itens II e III. O item III é falso, logo a alternativa está incorreta.
Inclui os itens III e IV, ambos falsos. Incorreta.
Inclui os itens I, II e IV. O item IV é falso, portanto incorreta.
Inclui os itens I, III e IV. III e IV são falsos, incorreta.
Gabarito: letra A
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