Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2021
Português›Interpretação de Textos
Código
ce125668
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-RR
Ano
2021
Nível
Médio
Cargo
Auditor Fiscal de Tributos Estaduais
Em cada uma das opções a seguir, é apresentada uma proposta de reescrita para o seguinte trecho do texto CG1A1-I: “O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se.” (segundo parágrafo). Assinale a opção em que a reescrita proposta mantém a correção gramatical e os sentidos originais do trecho.
AO sino tocou ainda mais por alguns minutos, finalmente, calou-se.
BO sino tocou por mais alguns minutos ainda e, finalmente, calou-se.
CO sino, finalmente, calou-se, ainda que tenha tocado mais por alguns minutos.
DFinalmente, o sino, que havia tocado mais por alguns minutos, calou-se.
EO sino tocou por alguns minutos ainda, mais se calou finalmente.
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GabaritoB — O sino tocou por mais alguns minutos ainda e, finalmente, calou-se.
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Reescrita do trecho “O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se.”
Gabarito: letra B. A única reescrita que mantém a correção gramatical e os sentidos originais é a que preserva a sequência temporal (o sino tocou por mais alguns minutos e depois se calou) e a colocação adequada dos advérbios. A alternativa B insere a conjunção aditiva “e” antes de “finalmente”, sem alterar o sentido original.
Trecho original (2º parágrafo): “O sino ainda tocou por alguns minutos mais, finalmente calou-se.”
O período original apresenta duas orações coordenadas assindéticas: a primeira indica ação continuada (“ainda tocou por alguns minutos mais”), a segunda indica o desfecho (“finalmente calou-se”). A reescrita deve manter essa ordem e o valor dos advérbios “ainda” (continuidade) e “finalmente” (conclusão temporal). Analisemos cada alternativa.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“O sino tocou ainda mais por alguns minutos, finalmente, calou-se.”
Muda o sentido: “tocou ainda mais” expressa intensidade (tocou mais forte ou mais vezes), não continuidade temporal como no original. Além disso, a pausa após “finalmente” (entre vírgulas) enfraquece a ligação direta com o silêncio. O texto original não admite essa interpretação de intensidade.
NÃO CAIA NESSA!
Troca de sentido (intensidade por continuidade).
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“O sino tocou por mais alguns minutos ainda e, finalmente, calou-se.”
Preserva o sentido: “por mais alguns minutos ainda” equivale a “por alguns minutos mais” (continuidade). A conjunção “e” coordena as duas ações, e “finalmente” mantém o valor conclusivo. A vírgula após “e” antes de “finalmente” é facultativa e não altera o sentido. Tudo dentro da gramática normativa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
“O sino, finalmente, calou-se, ainda que tenha tocado mais por alguns minutos.”
Inverte a relação temporal: o original apresenta sequência (tocou → calou-se); aqui, o silêncio é apresentado primeiro, e o toque posterior é uma concessão (“ainda que”). A conjunção “ainda que” introduz ideia de contraste, inexistente no original. Há alteração significativa de sentido.
NÃO CAIA NESSA!
Alteração da relação lógico-temporal (sequência → concessão).
Alternativa D — ❌ Incorreta
“Finalmente, o sino, que havia tocado mais por alguns minutos, calou-se.”
O uso da oração adjetiva “que havia tocado mais por alguns minutos” (pretérito mais-que-perfeito) sugere que o toque já havia terminado antes do silêncio, enquanto no original o toque se prolonga por alguns minutos e então cessa – a ação é contínua até o momento do silêncio. A mudança de tempo verbal altera a interpretação temporal. Além disso, a posição do advérbio “finalmente” deslocado para o início muda o foco.
NÃO CAIA NESSA!
Alteração do aspecto temporal (ação concluída vs. ação continuada).
Alternativa E — ❌ Incorreta
“O sino tocou por alguns minutos ainda, mais se calou finalmente.”
A palavra “mais” (sem acento? Na frase está “mais”, mas o sentido pede “mas”) – se lida como “mas”, introduz uma oposição que não existe no original (o texto não contrasta tocar e calar-se, apenas os encadeia). Se lida como “mais” (advérbio), a frase fica “tocou por alguns minutos ainda, mais se calou finalmente” – “mais” solto causa estranheza e pode ser interpretado como “mais” (quantidade) ou erro de ortografia. Em qualquer leitura, o sentido original é prejudicado.
NÃO CAIA NESSA!
Uso inadequado de conector (oposição indevida) ou problema de grafia/sentido.
Conclusão: Somente a alternativa B respeita integralmente a correção gramatical e o sentido original do trecho, mantendo a sequência temporal e o valor dos advérbios.