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Questão de Direito Constitucional — Direitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais — CESPE / CEBRASPE 2021

Direito ConstitucionalDireitos Individuais - Remédios Constitucionais e Garantias Processuais
Código
ce131060
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
DEPEN
Ano
2021
Nível
Superior
À luz das disposições constitucionais relativas aos direitos e deveres individuais e coletivos, direitos sociais, Poder Executivo, segurança pública e ordem social, julgue o item subsequente.Suponha que uma pessoa presa em flagrante solicite informações sobre a identidade dos responsáveis por sua prisão. Nessa situação, o fornecimento dessas informações poderá ser recusado, em razão do princípio da inviolabilidade da vida privada.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Direito à informação do preso vs. Inviolabilidade da vida privada

Gabarito: Errado. A afirmação de que o fornecimento das informações sobre a identidade dos responsáveis pela prisão em flagrante pode ser recusado com base no princípio da inviolabilidade da vida privada é equivocada. O direito à informação, garantido constitucionalmente, assegura à pessoa presa o conhecimento dos dados dos agentes públicos que efetuaram a prisão, essenciais para o exercício da ampla defesa. A inviolabilidade da vida privada protege a intimidade de cidadãos comuns, não podendo ser invocada por agentes públicos para ocultar sua identidade em atos oficiais.

A Constituição Federal, em seu art. 5º, incisos XXXIII e XXXIV, consagra o direito de receber informações de interesse particular ou geral, ressalvadas aquelas cujo sigilo seja imprescindível à segurança da sociedade e do Estado. A identidade de policiais ou responsáveis pela prisão não se enquadra nessa exceção, pois o ato de prisão em flagrante é público e o cidadão tem o direito de saber quem o prendeu para, se necessário, questionar a legalidade ou abuso de poder. A inviolabilidade da vida privada (art. 5º, X) tutela a esfera íntima do indivíduo, mas não se aplica a agentes públicos no exercício da função, cujos atos são regidos pelo princípio da publicidade (art. 37, caput).

Portanto, a recusa de fornecer tais informações seria ilegítima, configurando violação ao direito à informação e à garantia do devido processo legal.

ERRADO

A assertiva está incorreta. O princípio da inviolabilidade da vida privada não é fundamento válido para negar ao preso o conhecimento dos responsáveis por sua prisão. O direito à informação prevalece nesse contexto.

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