Questão de Direito Penal — Legislação Penal Especial — CESPE / CEBRASPE 2022
- Código
- ce134823
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- DPE-RS
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- Cargo
- Defensor Público
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
❌ ERRADO. Segundo a jurisprudência do STF, o pedido de redimensionamento da pena com fundamento em abolitio criminis (ou novatio legis in mellius) deve ser dirigido ao juízo da execução penal, não ao juízo da condenação. Após o trânsito em julgado, a competência para modificar a pena recai sobre o juízo que executa a sentença.
A questão envolve a Lei nº 13.654/2018, que revogou o inciso I do §2º do art. 157 do CP (majorante genérica por emprego de arma). Posteriormente, a Lei nº 13.964/2019 reintroduziu majorante específica para arma branca (inciso VII). Entre a revogação e a reintrodução, houve período sem majoração, o que pode caracterizar abolitio criminis temporária. O STF, ao analisar a retroatividade de lei penal mais benéfica, firmou entendimento de que a competência para revisar a pena é do juízo da execução (ex.: HC nº 200.125/SP, AgRg no HC nº 601.382/SC).
A banca tenta confundir o candidato ao atribuir a competência ao juízo da condenação. O erro está em ignorar que, com o trânsito em julgado, a execução da pena é de responsabilidade do juízo da execução penal (Lei de Execução Penal, art. 66, I). O juízo da condenação já encerrou sua função; qualquer alteração posterior (por lei benéfica) é pleiteada na execução.
Gabarito: letra E — ERRADO.
Link permanente: /questoes/ce134823