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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce139198
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-ES
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
Estariam preservados os sentidos e a correção gramatical do primeiro período do texto CG1A1-I caso se deslocasse o vocábulo “ainda” para imediatamente depois de
  1. A“2020”.
  2. B“covid-19”.
  3. C“mulheres”.
  4. D“violência”.
  5. E“vulneráveis”.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — “vulneráveis”.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Deslocamento do advérbio "ainda"

Gabarito: letra E. O deslocamento de "ainda" para imediatamente depois de "vulneráveis" preserva o sentido de intensificação e a correção gramatical, pois a construção "mais vulneráveis ainda" é equivalente a "ainda mais vulneráveis".

O primeiro período do texto é: “Em 2020, a pandemia de covid-19 fez com que mulheres em situação de violência ficassem ainda mais vulneráveis.” O termo sublinhado forma uma expressão de grau que intensifica o adjetivo "vulneráveis". Ao deslocar "ainda" para depois do adjetivo, obtém-se “ficassem mais vulneráveis ainda”, que é uma variante sintática igualmente válida e com o mesmo significado de “ainda mais”.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Após "2020": “Em 2020 ainda, a pandemia…” — o advérbio passaria a ter valor temporal ("ainda em 2020"), alterando o sentido original e deslocando a ênfase do grau para o tempo. Extrapolação semântica.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Após "covid-19": “a pandemia de covid-19 ainda fez com que…” — novamente adquire sentido de tempo ("ainda fez"), perdendo a função intensificadora sobre "mais vulneráveis". Contradiz o sentido original.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Após "mulheres": “mulheres ainda em situação de violência” — o advérbio passaria a modificar o particípio/adjetivo "em situação", gerando ambiguidade temporal ("ainda em situação") e descaracterizando a expressão de grau. Erro de coesão e sentido.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Após "violência": “em situação de violência ainda ficassem mais vulneráveis” — o "ainda" deslocado perde a ligação com "mais", resultando em interpretação temporal ("violência ainda") e quebra da intensificação. Além disso, a frase fica estranha e ambígua.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Após "vulneráveis": “ficassem mais vulneráveis ainda”. A inversão é comum em português e mantém o sentido de gradação: “mais + adjetivo + ainda” equivale a “ainda + mais + adjetivo”. Gramaticalmente correta, pois o advérbio "ainda" pode vir posposto ao adjetivo sem prejuízo. O texto original não sofre alteração de significado nem de correção.

Conclusão: A única posição que preserva o sentido intensificador e a gramática é após o adjetivo "vulneráveis". As demais alternativas alteram o valor do advérbio, tornando-o temporal ou deslocando sua função.

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