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Questão de Direito Processual Penal — Inquérito Policial — CESPE / CEBRASPE 2022

Direito Processual PenalInquérito Policial
Código
ce139306
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Agente de Investigação
A respeito do valor probatório do inquérito policial, assinale a opção correta.
  1. AAs provas orais colhidas exclusivamente na fase policial são capazes de justificar o provimento condenatório.
  2. BTodas as provas colhidas na fase policial possuem o mesmo valor probatório daquelas colhidas na fase processual, e são suficientes para justificar o provimento condenatório.
  3. CAs provas colhidas na fase policial possuem valor relativo, tendo em vista que não se submetem ao contraditório, à ampla defesa e não são colhidas pela autoridade judicial.
  4. DA valoração do inquérito policial fica a critério do juiz sentenciante, que, de acordo com as circunstâncias apresentadas em cada caso, poderá condenar o acusado com base em provas colhidas exclusivamente na fase policial.
  5. EAs provas colhidas na fase policial servem exclusivamente para justificar a admissibilidade da ação penal, pois as características do inquérito tornam as provas imprestáveis para justificar o provimento condenatório.
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GabaritoC — As provas colhidas na fase policial possuem valor relativo, tendo em vista que não se submetem ao contraditório, à ampla defesa e não são colhidas pela autoridade judicial.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Valor Probatório do Inquérito Policial

Gabarito: Letra C. As provas colhidas no inquérito policial possuem valor probatório relativo, pois não são produzidas sob o crivo do contraditório e da ampla defesa, características do processo judicial. Por isso, o juiz não pode fundamentar exclusivamente a condenação em elementos colhidos na fase inquisitorial, ressalvadas as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas.

O inquérito policial é um procedimento administrativo e inquisitivo, sem acusação formal e sem contraditório pleno. Assim, suas provas têm valor relativo, servindo principalmente para formar a justa causa para a ação penal. A doutrina e a jurisprudência são pacíficas: a condenação não pode basear-se unicamente nos elementos do inquérito, salvo nas hipóteses excepcionais de provas cautelares, não repetíveis ou antecipadas (que já foram produzidas com certas garantias).

NÃO CAIA NESSA!

A banca quer que você confunda o valor relativo com a possibilidade de condenação exclusiva. A alternativa D insinua que o juiz, em sua discricionariedade, poderia condenar apenas com base no inquérito. Isso é falso: a regra é a impossibilidade, e a exceção (provas cautelares) não permite condenação exclusiva sem respaldo em outras provas processuais. Fique atento!

Critério

Provas do Inquérito Policial

Provas da Fase Processual

Submissão ao contraditório

Não

Sim

Submissão à ampla defesa

Não

Sim

Colheita pela autoridade judicial

Não (delegado)

Sim (juiz)

Valor probatório

Relativo

Pleno

Suficiência para condenação exclusiva

Não (regra geral)

Sim

Valor probatório do inquérito
  • 1Regra geral
    • Valor relativo
    • Não basta para condenação
    • Sem contraditório/ampla defesa
  • 2Exceções (provas cautelares)
    • Não repetíveis
    • Antecipadas
    • Podem ser usadas na condenação
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que provas orais colhidas exclusivamente na fase policial são capazes de justificar a condenação. Errada: as provas orais dependem do contraditório e da ampla defesa para terem valor pleno. O juiz não pode condenar com base apenas em testemunhos colhidos na delegacia.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Equipara o valor probatório das provas do inquérito ao das provas judiciais, afirmando que são suficientes para a condenação. Isso é incorreto: as provas policiais têm valor relativo e, em regra, não bastam para a condenação, por não terem sido submetidas ao contraditório.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Exatamente a previsão legal e doutrinária: as provas colhidas na fase policial possuem valor relativo, porque não se submetem ao contraditório, à ampla defesa e não são colhidas pela autoridade judicial. Essa é a razão pela qual o juiz não pode condenar com base exclusiva no inquérito.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Embora o juiz valorize as provas, a lei não lhe permite condenar o acusado com base em provas colhidas exclusivamente na fase policial (salvo as exceções já mencionadas). A alternativa dá a entender que essa possibilidade existe a critério do juiz, o que não corresponde ao ordenamento.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que as provas do inquérito servem exclusivamente para justificar a admissibilidade da ação penal e são imprestáveis para a condenação. Isso é exagerado: embora não possam, em regra, sustentar a condenação sozinhas, elas podem ser usadas em conjunto com outras provas processuais, e as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas têm valor probatório pleno. Portanto, não são "imprestáveis".

PEGA ESSA DICA!

Para fixar: lembre-se de que o inquérito é inquisitivo (sem contraditório) → valor relativo → não serve para condenar sozinho. As exceções são as provas cautelares, não repetíveis e antecipadas. Na prova, desconfie de alternativas que deem às provas do inquérito o mesmo peso das provas judiciais ou que permitam condenação exclusiva.

Gabarito: Letra C.

MNEMÔNICO
DEITAA IDOSO
DDispensávelEEscritoIInquisitivoTTransitórioAAdministrativoApresidido por Autoridade pública competenteIIndisponívelDDiscricionárioOOficialSSigilosoOOficioso
Características do inquérito policial

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