Questão de Direito Processual Penal — Da Prisão e da Liberdade Provisória — CESPE / CEBRASPE 2022
Direito Processual Penal›Da Prisão e da Liberdade Provisória
Código
ce139310
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Agente de Investigação
A prisão preventiva
Apode ser decretada pela autoridade policial.
Bpode ser decretada nos crimes culposos.
Ctem como limite máximo de prisão 30 dias, prorrogável por igual período.
Dnão pode ser decretada nos crimes contra a ordem econômica.
Epode ser revogada a requerimento do Ministério Público.
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GabaritoE — pode ser revogada a requerimento do Ministério Público.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Prisão Preventiva
Gabarito: letra E. A prisão preventiva pode ser revogada a requerimento do Ministério Público, conforme o art. 316 do Código de Processo Penal (não transcrito no contexto, mas é regra pacífica). As demais alternativas estão incorretas por contrariarem dispositivos legais expressos.
A prisão preventiva é medida cautelar de natureza processual, decretada pelo juiz (art. 311 do CPP), quando presentes os requisitos do art. 312 (prova da existência do crime e indício suficiente de autoria) e um dos fundamentos: garantia da ordem pública, ordem econômica, conveniência da instrução criminal ou assegurar a aplicação da lei penal. Seu cabimento é restrito às hipóteses do art. 313 (crimes dolosos com pena máxima superior a 4 anos, entre outros). A revogação pode ocorrer de ofício pelo juiz ou a requerimento das partes, incluindo o Ministério Público.
Característica
Prisão Preventiva
Prisão Temporária
Prazo máximo
Sem prazo fixo (reavaliação a cada 90 dias)
5 dias (prorrogável por mais 5); 30 dias para crimes hediondos
Quem decreta
Juiz (art. 311 CPP)
Juiz
Crimes cabíveis
Dolosos com pena máxima > 4 anos (regra); excepcionalmente culposos
Crimes específicos (art. 1º Lei 7.960/89)
Fundamento
Garantia da ordem pública/econômica, instrução criminal, aplicação da lei penal
Indispensabilidade para investigação
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que a prisão preventiva pode ser decretada pela autoridade policial. Erro: a decretação é ato privativo do juiz. A autoridade policial pode representar pela prisão, mas não decretá-la (art. 311 CP P: "caberá a prisão preventiva decretada pelo juiz, a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente, ou por representação da autoridade policial").
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que a prisão preventiva pode ser decretada nos crimes culposos. Erro: em regra, a prisão preventiva não é cabível para crimes culposos. O art. 313 do CPP exige, como regra, crime doloso com pena máxima superior a 4 anos. Excepcionalmente, pode ser decretada em crimes culposos se houver descumprimento de medida cautelar diversa (art. 312, §1º), mas a assertiva é genérica e, portanto, falsa.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Afirma que o limite máximo da prisão preventiva é de 30 dias, prorrogável por igual período. Erro: esse prazo é da prisão temporária (Lei 7.960/89, art. 2º: 5 dias, prorrogáveis por mais 5; para crimes hediondos, 30 dias prorrogáveis). A prisão preventiva não tem prazo máximo legal; perdura enquanto presentes os requisitos que a justificam, devendo ser reavaliada a cada 90 dias (art. 316, § único do CPP).
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que a prisão preventiva não pode ser decretada nos crimes contra a ordem econômica. Erro: o art. 312 do CPP prevê expressamente a "garantia da ordem econômica" como um dos fundamentos da prisão preventiva. Portanto, é plenamente cabível.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que a prisão preventiva pode ser revogada a requerimento do Ministério Público. Correto: o art. 316 do CPP estabelece que o juiz poderá revogar a prisão preventiva se, no prazo de 90 dias, verificar a falta de motivo para sua manutenção; e a revogação pode ser de ofício ou a requerimento do Ministério Público, do querelante ou do assistente. O MP tem legitimidade para requerer a revogação, seja por entender que não mais subsistem os requisitos, seja por entender que medida cautelar diversa é suficiente.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre prisão preventiva e prisão temporária (alternativa C) e a crença de que a autoridade policial pode decretar a preventiva (alternativa A). Lembre-se: a preventiva é sempre decretada pelo juiz e não tem prazo máximo fixo.
MNEMÔNICO
PRECISA
PRProva (da existência do crime)EExistênciaCCrimeIIndíciosSSuficientesAAutoria. Em síntese: prova da existência do crime + indícios suficientes de autoria