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Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — CESPE / CEBRASPE 2022

PortuguêsFunções morfossintáticas da palavra QUE
Código
ce139355
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia Civil
Com relação aos aspectos linguísticos do texto CG1A1-I, julgue os itens a seguir.I No quarto período do primeiro parágrafo, tanto o trecho “que reduz tudo a um único princípio explicativo” quanto o trecho “que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis” consistem em orações explicativas.II Caso o trecho “É a razão que” (segundo período do segundo parágrafo) fosse substituído por A razão, seria mantida a correção gramatical do texto.III No trecho “É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade”, o termo “que” é uma forma pronominal cujo referente é “dramaturgia”.IV No trecho “O que mais espanta na violência, quando ela é razão de espanto, é a sua dramaturgia, a exposição da crueldade ao estado puro”, o termo “que” introduz oração adverbial comparativa.Estão certos apenas os itens
  1. AI e II.
  2. BI e III.
  3. CIII e IV.
  4. DI, II e IV.
  5. EII, III e IV.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — I e II.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
SE LIGUE NESSA!

O texto-base CG1A1-I não está disponível. A análise abaixo fundamenta-se nas regras gramaticais consolidadas sobre a partícula "que", considerando o gabarito oficial A. A confiança é reduzida pois o contexto original poderia alterar a interpretação, mas a estrutura típica da banca permite a resolução.

Funções morfossintáticas da palavra "QUE" — Itens I a IV

Gabarito: A (apenas os itens I e II estão corretos). A questão exige o reconhecimento das funções do "que" em diferentes contextos: oração adjetiva explicativa (I), estrutura clivada (II e III) e pronome relativo em oração substantiva (IV). A banca explora a confusão entre partícula expletiva de realce e pronome relativo.


Análise dos itens

Item I — ✅ Correto

A frase "que reduz tudo a um único princípio explicativo" e "que vê a realidade como feita unicamente de elementos antagônicos e irreconciliáveis" aparecem entre vírgulas, retomando um termo anterior (provavelmente um substantivo). Em ambas, o "que" é pronome relativo e a oração é adjetiva explicativa (acrescenta informação acessória ao antecedente). A banca classifica como "orações explicativas" — nomenclatura que, embora menos usada, é aceita para adjetivas explicativas. Portanto, o item está correto.

PEGA ESSA DICA!

As orações adjetivas explicativas são sempre isoladas por vírgulas e funcionam como apostos. Já as restritivas não levam vírgula e delimitam o sentido.

Item II — ✅ Correto

O trecho original "É a razão que" é uma estrutura clivada (ou clivagem), onde o "que" é partícula expletiva de realce, sem função sintática. Ao substituir por "A razão", elimina-se a clivagem e a frase passa a ter sujeito simples. A correção gramatical se mantém desde que o verbo da oração principal se ajuste ao novo sujeito ("A razão" passa a ser o sujeito). No texto original, provavelmente a concordância já está adequada. Assim, a substituição é gramaticalmente possível.

PEGA ESSA DICA!

Em clivagens do tipo "É...que", o "que" não é pronome relativo; é expletivo. Retirá-lo exige reestruturação, mas pode ser feita sem erro.

Item III — ❌ Incorreto

No trecho "É, pois, o caráter aparentemente absurdo dessa dramaturgia que confere à violência o status de irracionalidade", o "que" integra novamente uma estrutura clivada ("É...que"). Não se trata de pronome relativo; o "que" é partícula expletiva de realce. O referente real da ação de "conferir" é "o caráter" (sujeito da oração principal na reescrita). A banca tenta confundir afirmando que o referente é "dramaturgia" — mas a regência e a lógica mostram que o sujeito é "o caráter". Portanto, item errado.

NÃO CAIA NESSA!

A banca explora a tentação de associar "que" imediatamente ao termo mais próximo ("dramaturgia"), quando na verdade ele retoma o núcleo do sujeito "caráter". Em clivagens, o "que" não retoma termo algum.

Item IV — ❌ Incorreto

Em "O que mais espanta na violência...", a expressão "O que" é um pronome relativo sem antecedente (equivale a "aquilo que"), introduzindo uma oração subordinada substantiva subjetiva. Não há qualquer ideia de comparação; o "que" não é conjunção adverbial comparativa. O item afirma que a oração é "adverbial comparativa" — erro grosseiro. Mesmo em contextos mais amplos, não há paralelo comparativo sendo estabelecido. Item falso.

PEGA ESSA DICA!

Compare sempre a classificação com a função sintática efetiva: "O que" como sujeito de "espanta" mostra que é relativo, não conjunção.


Análise das alternativas (combinações)

Alternativa A — ✅ Correta (I e II)

A única combinação que reúne os dois itens verdadeiros. Gabarito oficial.

NÃO CAIA NESSA!

O candidato pode errar achando que o item III está certo (por confundir clivagem com pronome relativo) e marcar B (I e III).

Alternativa B — ❌ Incorreta (I e III)

Inclui o item III, que é falso. Erro: troca_conceito — confunde partícula expletiva com pronome relativo.

Alternativa C — ❌ Incorreta (III e IV)

Ambos os itens são falsos. Erro: contradiz_texto — contradiz a análise gramatical correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta (I, II e IV)

Inclui o item IV (falso). Erro: troca_conceito — classifica erroneamente "O que" como oração comparativa.

Alternativa E — ❌ Incorreta (II, III e IV)

Inclui três itens, dois falsos (III e IV). Erro: incompleta (não abrange o item I, que é verdadeiro) e contradiz_texto.


Conclusão: Apenas os itens I e II estão corretos, o que corresponde à alternativa A. A questão exige domínio das múltiplas funções do "que", especialmente a diferença entre pronome relativo (em orações adjetivas) e partícula expletiva (em clivagens).

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