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Questão de Direito Civil — Responsabilidade civil — CESPE / CEBRASPE 2022

Direito CivilResponsabilidade civil
Código
ce139396
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia Civil
Acerca da responsabilidade civil, à luz da jurisprudência do STJ, detém legitimidade para pleitear indenização
  1. Avítima que tenha sofrido deformidade física em decorrência de ato ilícito causado por outrem, não sendo possível a cumulação de indenizações por dano estético ou moral.
  2. Bpessoa jurídica de direito público, por dano moral relativo à ofensa de sua honra ou imagem.
  3. Cvítima de ato ilícito, por ofensa moral suportada, não sendo possível a transmissão do direito à indenização para qualquer outro indivíduo em caso de morte da vítima.
  4. Dfilho, por dano moral decorrente de abandono afetivo anterior ao reconhecimento de paternidade.
  5. Epessoa muito próxima afetivamente da vítima do evento danoso, por dano moral reflexo, tornando-se colegitimada para a ação.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoE — pessoa muito próxima afetivamente da vítima do evento danoso, por dano moral reflexo, tornando-se colegitimada para a ação.

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Responsabilidade civil – Legitimidade para pleitear indenização (STJ)

Gabarito: letra E. De acordo com a jurisprudência consolidada do STJ, pessoas muito próximas afetivamente da vítima do evento danoso possuem legitimidade para pleitear indenização por dano moral reflexo (dano por ricochete), tornando-se colegitimadas para a ação. As demais alternativas contêm afirmações que contrariam o entendimento do STJ ou do Código Civil.

Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a vítima que sofreu deformidade física não pode cumular indenizações por dano estético e moral. Isso contraria a Súmula 387 do STJ, que expressamente admite a cumulação dessas indenizações. Portanto, a alternativa está errada.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que pessoa jurídica de direito público detém legitimidade para pleitear indenização por dano moral relativo à ofensa de sua honra ou imagem. No entanto, a jurisprudência do STJ não admite dano moral para pessoas jurídicas de direito público, por entender que elas não possuem honra subjetiva passível de violação. Assim, a alternativa está incorreta.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Alega que, em caso de morte da vítima, não é possível a transmissão do direito à indenização a qualquer outro indivíduo. Isso é falso, pois o art. 943 do Código Civil estabelece que o direito de exigir reparação transmite-se com a herança. Logo, a afirmação é incorreta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Afirma que o filho tem direito a dano moral por abandono afetivo anterior ao reconhecimento de paternidade. O STJ, por meio da Súmula 277, firmou entendimento de que o abandono afetivo não constitui causa de dano moral. Portanto, a alternativa está errada.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

Reconhece que pessoa muito próxima afetivamente da vítima do evento danoso detém legitimidade para pleitear indenização por dano moral reflexo, tornando-se colegitimada para a ação. Esse é o entendimento pacífico do STJ, que admite o dano por ricochete a familiares próximos da vítima direta. Gabarito: letra E.

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