Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — CESPE / CEBRASPE 2022
Biologia›Hereditariedade e diversidade da vida
Código
ce139565
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área: Biologia
A molécula de DNA pode sofrer efeitos do meio onde se encontra. Condições ambientais, como sol e chuva, podem afetar a amostra e, consequentemente, interferir nos resultados da análise de DNA. A partir dessas informações, assinale a opção correta, acerca de análise genética.
AUma forma de tentar obter perfil genético de amostras degradadas é trabalhar com sequências mais longas de DNA, uma vez que sequências maiores tendem a degradar mais lentamente.
BO uso de banco de perfis genéticos em análise de amostras de desastres em massa é uma ferramenta muito útil ao possibilitar a busca por familiares das vítimas, permitindo uma identificação mais rápida dos corpos que não puderam ser identificados por outras técnicas.
CPara a análise de DNA de corpos em estado de decomposição, recomenda-se o uso de tecidos mais resistentes, como pulmão ou fígado, para obtenção de perfil genético de melhor qualidade.
DO uso de tampões com nucleases auxilia na extração de DNA ao expor a molécula para posterior amplificação, o que permite obter perfis genéticos completos.
EMesmo com o avanço da tecnologia na área de genética forense, é necessária uma quantidade muito grande de DNA para obter perfil genético; por isso, amostras de volante e maçaneta nunca são analisadas.
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GabaritoB — O uso de banco de perfis genéticos em análise de amostras de desastres em massa é uma ferramenta muito útil ao possibilitar a busca por familiares das vítimas, permitindo uma identificação mais rápida dos corpos que não puderam ser identificados por outras técnicas.
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Análise genética de amostras degradadas e banco de perfis genéticos
Gabarito: letra B. O banco de perfis genéticos é ferramenta central na identificação de vítimas de desastres em massa, pois permite comparar o DNA de corpos não identificados com o de familiares, viabilizando a identificação mesmo quando outras técnicas (como odontologia legal ou impressões digitais) falham. As demais alternativas apresentam erros conceituais sobre degradação do DNA, escolha de tecidos e técnicas de extração.
A genética forense aplica os princípios da biologia molecular para identificar indivíduos a partir de amostras biológicas. O DNA é uma molécula relativamente estável, mas sofre degradação por fatores ambientais como umidade, calor, luz solar e ação de microrganismos. Em amostras degradadas, o DNA está fragmentado em pedaços pequenos, o que exige estratégias especiais para obtenção de perfis genéticos.
Uma estratégia comum é trabalhar com sequências curtas de DNA (como os marcadores STR — Short Tandem Repeats), pois fragmentos menores têm maior probabilidade de permanecerem intactos em amostras degradadas. Sequências longas tendem a degradar mais rapidamente, pois há mais sítios suscetíveis a quebras. Por isso, a alternativa A está incorreta ao afirmar o contrário.
A escolha do tecido para extração de DNA em corpos em decomposição também é crucial. Tecidos mais resistentes à degradação, como ossos, dentes e cartilagens, são preferíveis, pois o DNA neles contido está mais protegido do ambiente. Pulmão e fígado são tecidos moles, ricos em enzimas degradativas e mais suscetíveis à ação de microrganismos, sendo inadequados para essa finalidade.
Na extração de DNA, o uso de tampões com nucleases é contraindicado, pois as nucleases são enzimas que degradam ácidos nucleicos. O objetivo é justamente inibir a ação dessas enzimas para preservar o DNA. Portanto, a alternativa D está incorreta.
Com o avanço da tecnologia, como a PCR (Reação em Cadeia da Polimerase), é possível amplificar quantidades mínimas de DNA, mesmo de amostras de toque (como volante e maçaneta). Essas amostras são rotineiramente analisadas em investigações criminais. A alternativa E está incorreta ao afirmar que nunca são analisadas.
O banco de perfis genéticos é um repositório de perfis de DNA de indivíduos, utilizado para comparação em investigações criminais e identificação de pessoas. Em desastres em massa, como acidentes aéreos, incêndios ou catástrofes naturais, muitos corpos ficam irreconhecíveis. A comparação do DNA das vítimas com o de familiares (teste de parentesco) ou com amostras de pertences pessoais permite a identificação de forma rápida e confiável.
Análise genética de amostras degradadas
1Estratégias corretas
Sequências curtas (STRs)
Tecidos resistentes (ossos, dentes)
PCR amplifica DNA mínimo
Banco de perfis genéticos
Identificação de vítimas
Comparação com familiares
2Erros comuns
Sequências longas degradam mais devagar
Pulmão/fígado para decomposição
Tampões com nucleases
Amostras de toque nunca analisadas
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Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que sequências mais longas de DNA degradam mais lentamente, o que é o oposto do que ocorre. Em amostras degradadas, o DNA está fragmentado; sequências longas têm maior probabilidade de sofrer quebras e, portanto, degradam mais rapidamente. A estratégia correta é trabalhar com sequências curtas (como STRs), que têm maior chance de permanecerem intactas.
Alternativa B — ✅ Correta ⟵ GABARITO
O banco de perfis genéticos permite a comparação do DNA de vítimas não identificadas com o de familiares, viabilizando a identificação mesmo quando outras técnicas falham. Em desastres em massa, essa ferramenta é essencial para acelerar o processo de identificação e proporcionar o devido sepultamento às vítimas.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Recomenda o uso de pulmão ou fígado, que são tecidos moles e ricos em enzimas degradativas, inadequados para extração de DNA em corpos em decomposição. O correto é utilizar tecidos mais resistentes, como ossos e dentes, que protegem o DNA da degradação.
Alternativa D — ❌ Incorreta
O uso de tampões com nucleases é contraindicado, pois nucleases são enzimas que degradam o DNA. O objetivo da extração é preservar o DNA, inibindo a ação dessas enzimas. Portanto, a afirmação está incorreta.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Afirma que é necessária uma quantidade muito grande de DNA e que amostras de volante e maçaneta nunca são analisadas. Com a PCR, é possível amplificar quantidades mínimas de DNA, e amostras de toque são rotineiramente analisadas em investigações criminais.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre sequências longas e curtas de DNA em amostras degradadas. O candidato pode pensar que sequências maiores são mais resistentes, mas o correto é o oposto: fragmentos menores têm maior chance de sobreviver à degradação. Fique atento a essa inversão.
PEGA ESSA DICA!
Em questões de genética forense, lembre-se: para amostras degradadas, use sequências curtas (STRs) e tecidos resistentes (ossos, dentes). Para amostras de toque, a PCR permite amplificar DNA em quantidade mínima. Esses são os pontos mais cobrados.