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Questão de Biologia — Hereditariedade e diversidade da vida — CESPE / CEBRASPE 2022

BiologiaHereditariedade e diversidade da vida
Código
ce139570
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Criminal - Área: Biologia
A reação em cadeia da polimerase (PCR, do inglês Polymerase Chain Reaction) permite copiar regiões específicas do DNA. A técnica de PCR em tempo real é uma variação da técnica de PCR que permite estimar a quantidade de DNA em amostras biológicas por meio de sondas que emitem fluorescência. A amplificação da sequência-alvo é monitorada durante o processo e, à medida que o DNA é amplificado, o nível de fluorescência cresce proporcionalmente. O resultado é visualizado ao longo do processo, dispensando a etapa de eletroforese. Essa técnica
  1. Aidentifica a sequência de DNA e suas respectivas mutações por meio de sequenciamento completo.
  2. Bestima, por meio da taxa de degradação, o intervalo pós-morte de um cadáver.
  3. Cidentifica fontes de contaminação na amostra.
  4. Dpermite inferir a presença de inibidores na reação de amplificação.
  5. Eidentifica o número correto de contribuintes em amostras que contêm misturas de perfis genéticos.
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GabaritoD — permite inferir a presença de inibidores na reação de amplificação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

PCR em tempo real: quantificação e detecção de inibidores

Gabarito: letra D. A PCR em tempo real (qPCR) monitora a amplificação do DNA em tempo real por meio da fluorescência, e a presença de inibidores na reação pode ser inferida pela análise das curvas de amplificação e dos controles internos — é exatamente isso que a alternativa D afirma. As demais alternativas descrevem aplicações que não correspondem diretamente ao que a técnica de PCR em tempo real permite inferir, conforme o enunciado.

A PCR em tempo real (qPCR) é uma variação da PCR convencional que permite quantificar o DNA de uma amostra em tempo real, medindo a fluorescência emitida por sondas ou corantes que se ligam ao DNA amplificado. O aumento da fluorescência é proporcional à quantidade de DNA produzido, e isso é monitorado ciclo a ciclo, dispensando a eletroforese. Essa técnica é amplamente usada para quantificação de expressão gênica, diagnóstico de doenças infecciosas, e também para detectar a presença de inibidores da reação de amplificação.

A presença de inibidores (como substâncias presentes em amostras biológicas que interferem na atividade da Taq polimerase) pode ser identificada na qPCR por meio de controles internos (como um gene de referência ou uma sonda exógena) e pela análise da curva de amplificação: se a amplificação do controle interno é atrasada ou suprimida, isso indica a presença de inibidores na amostra. Essa é uma aplicação prática e direta da técnica, e é o que a alternativa D corretamente afirma.

A banca explora a confusão entre as diferentes aplicações da PCR: a alternativa A fala em sequenciamento completo (que é feito por sequenciamento de nova geração, não por qPCR), a B fala em estimar o intervalo pós-morte (que é feito por outras técnicas, como a análise de degradação de RNA ou de entomologia forense), a C fala em identificar fontes de contaminação (que é um controle de qualidade, mas não é a aplicação direta da qPCR), e a E fala em identificar o número de contribuintes em misturas (que é feito por análise de STRs, não por qPCR). A alternativa D é a única que descreve uma aplicação direta e correta da PCR em tempo real.

PCR em tempo real (qPCR)
  • 1Função
    • Quantificar DNA/RNA
    • Monitorar amplificação por fluorescência
  • 2Aplicações diretas
    • Detectar inibidores (controles internos)
    • Quantificação de expressão gênica
    • Diagnóstico de doenças infecciosas
  • 3Não se confunde com
    • Sequenciamento (Sanger/NGS)
    • Tipagem de STRs (perfis genéticos)
    • Estimativa de intervalo pós-morte
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A PCR em tempo real não realiza sequenciamento completo do DNA. O sequenciamento é feito por técnicas como o sequenciamento de Sanger ou o sequenciamento de nova geração (NGS), que determinam a ordem das bases. A qPCR apenas amplifica e quantifica um fragmento específico, não identifica a sequência completa nem as mutações por sequenciamento.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A PCR em tempo real não estima o intervalo pós-morte (IPM) por meio da taxa de degradação. Embora a degradação do DNA possa ser estudada, a estimativa do IPM é feita por outras abordagens, como a entomologia forense (análise de insetos) ou a avaliação de processos de decomposição. A qPCR não é a técnica padrão para essa finalidade.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A PCR em tempo real não identifica fontes de contaminação na amostra. A contaminação pode ser detectada por controles negativos (que verificam se houve contaminação durante o processo), mas a técnica em si não identifica a fonte da contaminação. A alternativa confunde o controle de qualidade com a aplicação da técnica.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A PCR em tempo real permite inferir a presença de inibidores na reação de amplificação. Isso é feito por meio de controles internos e da análise das curvas de amplificação: se a amplificação do controle é atrasada ou suprimida, há indicação de inibidores na amostra. Essa é uma aplicação direta e correta da técnica, conforme descrito no enunciado.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A PCR em tempo real não identifica o número correto de contribuintes em amostras com misturas de perfis genéticos. Essa análise é feita por tipagem de STRs (short tandem repeats) seguida de eletroforese capilar, e a interpretação do número de contribuintes é feita por softwares específicos. A qPCR não é utilizada para essa finalidade.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta confundir o candidato ao listar aplicações que parecem plausíveis, mas que não são realizadas pela PCR em tempo real. A alternativa E, por exemplo, menciona "misturas de perfis genéticos", que é um tema de genética forense, mas a técnica correta para isso é a análise de STRs, não a qPCR. Fique atento: a qPCR é uma técnica de quantificação, não de identificação de sequências ou de perfis. 💪

NÃO CAIA NESSA!

Para resolver questões sobre PCR em tempo real, lembre-se de que ela serve para quantificar DNA/RNA e detectar inibidores por meio de controles internos. Não confunda com sequenciamento (que identifica a ordem das bases) nem com tipagem de STRs (que identifica perfis genéticos). Se a alternativa falar em "sequenciamento", "intervalo pós-morte", "fontes de contaminação" ou "número de contribuintes", desconfie — essas não são aplicações diretas da qPCR.

Gabarito: letra D

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