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Questão de Medicina Legal — Psiquiatria Forense — CESPE / CEBRASPE 2022

Medicina LegalPsiquiatria Forense
Código
ce139679
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-PB
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Perito Oficial Médico-Legal - Área: Psiquiatria
Na avaliação pericial, ocorrem situações em que o periciado pode simular doenças. A respeito da simulação, assinale a opção correta.
  1. AEm situação em que haja acentuada discrepância entre o sofrimento apontado pelo paciente e os achados objetivos, falta de cooperação durante a avaliação e presença de um transtorno de personalidade, deve-se suspeitar de simulação.
  2. BA simulação é o resultado de uma decisão com motivação consciente em certo momento da vida, sendo classificada, nos manuais diagnósticos, como um transtorno mental.
  3. CA presença de exageros acentuados de sintomas já existentes não configura quadro de simulação.
  4. DEntre as condições psiquiátricas mais simuladas estão os transtornos pelo uso de substâncias, o transtorno obsessivo compulsivo e os transtornos de personalidade.
  5. EA comunicação de ideação suicida é forte indício de que o indivíduo não seja um simulador.
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GabaritoA — Em situação em que haja acentuada discrepância entre o sofrimento apontado pelo paciente e os achados objetivos, falta de cooperação durante a avaliação e presença de um transtorno de personalidade, deve-se suspeitar de simulação.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Simulação em Psiquiatria Forense

Gabarito: letra A. A alternativa A está correta porque elenca exatamente os fatores que, segundo o DSM-5, devem levantar forte suspeita de simulação: discrepância entre sofrimento relatado e achados objetivos, falta de cooperação e presença de transtorno de personalidade. Esses critérios são citados no contexto de apoio (C3), que orienta o perito na identificação do quadro.

A simulação é a apresentação consciente e intencional de sintomas falsos, com motivação consciente para obter ganhos externos (benefícios previdenciários, aposentadoria, inimputabilidade, etc.). Diferencia-se dos transtornos factício (produção consciente, motivação inconsciente) e dissociativo/conversivo (produção e motivação inconscientes). O DSM-5 não classifica a simulação como transtorno mental, mas como uma condição que pode ser codificada em V-codes (Z-codes).

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa descreve corretamente os elementos que, em combinação, aumentam a suspeita de simulação: "acentuada discrepância entre o sofrimento apontado pelo paciente e os achados objetivos, falta de cooperação durante a avaliação e presença de um transtorno de personalidade". Isso está em consonância com o DSM-5 e com a literatura forense (C3: "DSM-5 adverte que se deve suspeitar fortemente de simulação quando for percebida a combinação de quaisquer dos seguintes fatores...").

Alternativa B — ❌ Incorreta

Afirma que a simulação é classificada como um transtorno mental nos manuais diagnósticos. Isso é falso. A simulação não é considerada um transtorno mental; ela é uma condição que envolve fingimento consciente de sintomas para obter ganhos externos. O DSM-5 a lista em uma seção separada ("Outras condições que podem ser foco de atenção clínica"), não como transtorno. A banca explora a confusão entre simulação e transtornos factícios/dissociativos.

Alternativa C — ❌ Incorreta

Afirma que "a presença de exageros acentuados de sintomas já existentes não configura quadro de simulação". Engano. O exagero de sintomas existentes é chamado de metassimulação e faz parte do espectro da simulação. O contexto (C1) define: "metassimulação (exagero de sinais e sintomas realmente existentes)". Portanto, configura simulação sim.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Lista "transtorno obsessivo compulsivo" e "transtornos de personalidade" como condições psiquiátricas mais simuladas. Não há evidência de que o TOC seja um dos mais simulados. Os transtornos mais frequentemente simulados em contextos forenses são aqueles que podem gerar ganhos secundários, como transtornos psicóticos, transtorno de estresse pós-traumático, depressão maior e transtornos cognitivos. O TOC e os transtornos de personalidade (exceto antissocial) são menos comuns como alvo de simulação.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que "a comunicação de ideação suicida é forte indício de que o indivíduo não seja um simulador". Incorreto. Simuladores frequentemente relatam ideação suicida como estratégia para convencer o perito de sua gravidade clínica. A ideação suicida, por si só, não é indicativa de ausência de simulação; pelo contrário, pode ser um sinal de alerta para simulação quando associada a outros fatores.

NÃO CAIA NESSA!

A alternativa B tenta fazer o candidato acreditar que simulação é um transtorno mental. Na verdade, a simulação é uma condição consciente e intencional, sem status de transtorno no DSM-5. Já a alternativa C nega que o exagero de sintomas seja simulação, mas a literatura chama isso de metassimulação, que é uma forma de simulação.

Gabarito: letra A.

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