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Questão de Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990 — Adoção — CESPE / CEBRASPE 2022

Direito da Criança e do Adolescente - Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) - Lei nº 8.069 de 1990Adoção
Código
ce139823
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-RJ
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Delegado de Polícia
Quanto ao instituto da adoção tratado na Lei n.º 8.069/1990, Estatuto da Criança e do Adolescente, assinale a opção correta.
  1. APara adoção conjunta, é dispensável que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável.
  2. BA adoção não poderá ser deferida ao adotante que vier a falecer no curso do procedimento de adoção, antes de prolatada a sentença.
  3. CA morte dos adotantes restabelece o poder familiar dos pais naturais.
  4. DA adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.
  5. EA guarda de fato autoriza, por si só, a dispensa da realização do estágio de convivência.
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GabaritoD — A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Adoção no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Gabarito: letra D. A adoção no ECA atribui ao adotado a condição de filho, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com os pais e parentes naturais, salvo os impedimentos matrimoniais (art. 41 do ECA). A alternativa D reflete exatamente esse dispositivo.

A questão exige conhecimento dos efeitos jurídicos da adoção e de algumas regras específicas previstas na Lei nº 8.069/1990. Vamos analisar cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

A adoção conjunta exige que os adotantes sejam casados civilmente ou mantenham união estável. O art. 42, §2º do ECA estabelece essa exigência. A alternativa afirma ser dispensável, o que contraria a lei.

Alternativa B — ❌ Incorreta

O ECA admite a chamada adoção post mortem: se o adotante falecer no curso do procedimento, a adoção pode ser deferida desde que tenha manifestado expressamente sua vontade (art. 42, §6º). A alternativa nega essa possibilidade, sendo falsa.

Alternativa C — ❌ Incorreta

A adoção rompe o poder familiar dos pais naturais (art. 41, caput). A morte dos adotantes não restabelece esse vínculo; o que ocorre é a aplicação das regras de tutela ou guarda da criança. Não há previsão de restabelecimento automático.

Alternativa D — ✅ Correta (Gabarito)

A alternativa reproduz o conteúdo do art. 41 do ECA, que estabelece:

Lei nº 8.069/1990 (ECA):

Art. 41 – “A adoção atribui a condição de filho ao adotado, com os mesmos direitos e deveres, inclusive sucessórios, desligando-o de qualquer vínculo com pais e parentes, salvo os impedimentos matrimoniais.”

Portanto, a adoção integra o adotado à família do adotante de forma plena e irrevogável, extinguindo os vínculos com a família biológica, exceto para fins de impedimento ao casamento (evitando uniões incestuosas).

Alternativa E — ❌ Incorreta

A guarda de fato não dispensa, por si só, o estágio de convivência. O art. 46, §1º do ECA prevê que o estágio de convivência é obrigatório, podendo ser dispensado apenas em situações excepcionais (ex.: quando o adotante já exerce a guarda legal do adotado por tempo suficiente). A mera guarda de fato não autoriza a dispensa.

Gabarito: letra D

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