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Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2022

PortuguêsInterpretação de Textos
Código
ce139897
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
PC-RO
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Agente de Polícia
Pela linguagem empregada no texto CG1A1-I, conclui-se, em relação ao gênero textual, que o fragmento apresentado faz parte de
  1. Aum livro de divulgação científica.
  2. Bum livro didático de ciências.
  3. Cum artigo científico.
  4. Duma reportagem científica de jornal.
  5. Eum relato de memórias de um cientista.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoA — um livro de divulgação científica.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Gênero textual do fragmento

Gabarito: letra A. O fragmento faz parte de um livro de divulgação científica, conforme se conclui pela linguagem acessível, pela reflexão sobre o processo científico e pelo tom pessoal do autor, que compartilha bastidores da pesquisa.

A resposta é extraída da análise global do texto: o autor discute o papel da imaginação na ciência, relata experiências pessoais e utiliza expressões cotidianas (“conversa fiada”, “voos fantasiosos”), típicas de obras que divulgam a ciência para o público não especializado. O trecho inicial – “No meio científico, a imaginação é conhecida como especulação e tratada com certa desconfiança” – já revela uma abordagem explicativa e crítica, comum na divulgação científica. Além disso, a referência a “publicações” e “redação de uma pesquisa” e a frase “Entre sorrateiramente nos bastidores da ciência” reforçam o caráter de apresentação do fazer científico a leigos.

Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO

“No meio científico, a imaginação é conhecida como especulação e tratada com certa desconfiança” “A ciência não é um exercício de racionalidade a sangue-frio.”

O texto tem linguagem clara, mescla termos técnicos com expressões do dia a dia, e busca explicar o papel da imaginação na pesquisa – características fundamentais da divulgação científica. O autor (um biólogo) escreve para um público amplo, não para especialistas.

Alternativa B — ❌ Incorreta (generalização)

Um livro didático de ciências tem estrutura pedagógica, com definições, exercícios e progressão didática. O fragmento é reflexivo e narrativo, não expositivo-instrutivo. A linguagem coloquial (“conversa fiada”, “espalhafato”) não se encaixa no registro formal de um didático.

Alternativa C — ❌ Incorreta (contradiz o texto)

Artigos científicos seguem normas rígidas (introdução, métodos, resultados, discussão) e linguagem impessoal. O fragmento é pessoal (“compartilhei com colegas”, “havia algo embaraçoso”) e crítico sobre a própria prática – algo inadmissível em um artigo científico.

Alternativa D — ❌ Incorreta (generalização)

Reportagem científica de jornal tem caráter noticioso, com foco em factos recentes e fontes identificadas. O fragmento é atemporal, reflexivo e não cita dados ou eventos jornalísticos. O tom é de ensaio, não de reportagem.

Alternativa E — ❌ Incorreta (tangencia)

Embora haja traços autobiográficos (“reflexões noturnas que compartilhei com colegas”), o foco não é a trajetória pessoal do autor, mas uma reflexão sobre a ciência. Um relato de memórias teria como eixo o “eu” e suas experiências; aqui, o “eu” é veículo para discutir a imaginação na pesquisa.

PEGA ESSA DICA!

Para identificar o gênero textual, observe: 1) a finalidade do texto (explicar,

convencer, narrar?); 2) o público-alvo (especialistas ou leigos?); 3) a linguagem (técnica ou acessível?). Divulgação científica busca traduzir o conhecimento para o grande público, mantendo rigor mas usando recursos expressivos.

Gabarito: letra A.

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