Posição do autor sobre a imaginação na ciência
Gabarito: letra E. O autor defende que a imaginação tem um lugar legítimo nas práticas científicas, afirmando que "a imaginação faz parte da atividade cotidiana da pesquisa" e que "a ciência não é um exercício de racionalidade a sangue-frio". Apesar de reconhecer que a imaginação é tratada com desconfiança no meio científico, ele argumenta que cientistas são "emocionais, criativos, intuitivos, seres humanos inteiros".
Trecho decisivo: "Apesar disso, a imaginação faz parte da atividade cotidiana da pesquisa. A ciência não é um exercício de racionalidade a sangue-frio."
O comando pede a posição do autor na discussão. A única alternativa que resume corretamente essa posição é a E — defesa do lugar da imaginação nas práticas científicas. As demais ou extrapolam ou contradizem o texto.
Alternativa A — ❌ Incorreta
"Transgressão às normas de objetividade" — o texto não sugere que a imaginação seja uma transgressão, apenas que é tratada com desconfiança e "limpada" das publicações. O autor não defende a transgressão, apenas constata que a imaginação existe. Erro: extrapolação (acrescenta juízo de transgressão não presente no texto).
Alternativa B — ❌ Incorreta
"Oposição às normas de objetividade" — o autor não se opõe à objetividade; ele reconhece que a imaginação coexiste com a objetividade. A frase "a ciência não é um exercício de racionalidade a sangue-frio" não é uma oposição, mas uma ampliação do que é a ciência. Erro: generalização indevida (transforma uma constatação em oposição).
Alternativa C — ❌ Incorreta
"Crítica à falta de espaço para a imaginação nas comunicações entre cientistas" — o autor observa que é incomum discutir a imaginação nos bastidores, mas não faz uma crítica nem defende que haja mais espaço. A posição dele é descritiva, não reivindicatória. Erro: contradiz o texto (o autor não critica; ele defende a existência da imaginação, não a falta de espaço).
Alternativa D — ❌ Incorreta
"Reprovação da racionalidade das práticas científicas" — o autor afirma que a ciência não é "sangue-frio", mas não reprova a racionalidade; ele apenas nega que ela seja exclusiva. A racionalidade não é condenada. Erro: extrapolação (atribui ao autor uma reprovação que não está no texto).
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
"Defesa do lugar da imaginação nas práticas científicas" — o autor dedica o texto a mostrar que, apesar do preconceito, a imaginação é parte integrante e importante da pesquisa. A tese central é que a ciência envolve imaginação, criatividade e emoções. A passagem "a imaginação faz parte da atividade cotidiana da pesquisa" comprova essa defesa.
Gabarito: letra E.