Sexologia Forense – Crimes contra a Liberdade Sexual
Gabarito: letra D. A pesquisa de fosfatase ácida de origem prostática pode ser requisitada pela autoridade policial para auxiliar na identificação de vestígios de sêmen em casos de estupro, constituindo meio de prova pericial admitido. As demais alternativas contêm erros conceituais, conforme a doutrina médico-legal.
Alternativa A – ❌ Incorreta
A ausência de sinais externos de violência (equimoses) não exclui a ocorrência de estupro. A conjunção carnal pode ser praticada com violência psicológica ou mesmo sem deixar marcas físicas externas. O ato sexual forçado é crime independentemente de lesões aparentes.
Alternativa B – ❌ Incorreta
A gravidez da vítima não impede a realização do exame pericial. O exame de corpo de delito e a coleta de vestígios (como material genético) são perfeitamente possíveis mesmo em gestantes, respeitando-se os cuidados necessários.
Alternativa C – ❌ Incorreta
O hímen complacente (imperfurado) é uma variação anatômica que pode não se romper durante a conjunção carnal. Sua presença não invalida a confirmação do ato violento. A perícia considera outros sinais e lesões, não apenas a ruptura himenal.
Alternativa D – ✅ Correta ⟵ GABARITO
A pesquisa de fosfatase ácida de origem prostática é um exame complementar utilizado na perícia de crimes sexuais para detectar sêmen, mesmo na ausência de espermatozoides. A autoridade policial pode requisitá-lo para instruir as investigações, sendo meio de prova técnico-científico admitido.
Alternativa E – ❌ Incorreta
A ausência de ejaculação não descaracteriza o crime de estupro. O crime se consuma com a conjunção carnal forçada (penetração), independentemente de haver ejaculação. Ademais, outros vestígios biológicos (células epiteliais, DNA) podem ser encontrados mesmo sem sêmen.
Gabarito: letra D.