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Questão de Biomedicina - Análises Clínicas — Parasitologia — CESPE / CEBRASPE 2022

Biomedicina - Análises ClínicasParasitologia
Código
ce141439
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
POLITEC-RO
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
POLITEC - RO - Perito Criminal - Área 2 - Ciências Biológicas/Biomedicina
Assinale a opção correta relativa à doença de Chagas.
  1. AUma das principais técnicas para o diagnóstico da doença de Chagas, que ainda é muito utilizada atualmente, é o xenodiagnóstico.
  2. BA contaminação pela doença de Chagas ocorre unicamente por meio da picada de triatomíneos das seguintes espécies: T. brasiliensis, Panstrongylus megistus, T. pseudomaculata e T. sordida.
  3. CO ciclo biológico do T.cruzi é do tipo heteroxênico, passando o parasita por uma fase de multiplicação celular intracelular no hospedeiro vertebrado e extracelular no inseto vetor.
  4. DO T. cruzi é encontrado com maior frequência em grandes capitais.
  5. EAs dificuldades para detectar o T. cruzi incluem a ausência de métodos de exames sorológicos.
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GabaritoC — O ciclo biológico do T.cruzi é do tipo heteroxênico, passando o parasita por uma fase de multiplicação celular intracelular no hospedeiro vertebrado e extracelular no inseto vetor.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Doença de Chagas: características e diagnóstico

Gabarito: letra C. O ciclo biológico do T. cruzi é heteroxênico, com multiplicação intracelular no hospedeiro vertebrado (amastigotas) e extracelular no vetor (epimastigotas no intestino do triatomíneo). As demais alternativas contêm erros: o xenodiagnóstico não é a principal técnica atual; a transmissão não é unicamente pela picada e as espécies listadas não são exclusivas; o parasito é mais frequente em áreas rurais; e existem métodos sorológicos disponíveis.

Ciclo biológico do T. cruzi
  • 1Heteroxênico (2 hospedeiros)
    • Hospedeiro vertebrado
      • Multiplicação intracelular
      • Forma: amastigota
    • Inseto vetor (triatomíneo)
      • Multiplicação extracelular
      • Forma: epimastigota
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que o xenodiagnóstico é "uma das principais técnicas ainda muito utilizada atualmente". Embora seja um método parasitológico indireto usado na fase crônica, atualmente os métodos sorológicos (ELISA, IFI, etc.) são os mais empregados no diagnóstico da doença de Chagas, sendo mais práticos e sensíveis. O xenodiagnóstico, por sua complexidade e custo, não é considerado uma técnica principal de rotina.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A contaminação não ocorre "unicamente por meio da picada". Na verdade, a transmissão se dá pelas fezes do triatomíneo contaminado que penetram no local da picada ou em mucosas. Além disso, há outras formas de transmissão: transfusional, congênita, oral, acidental, etc. As espécies citadas (T. brasiliensis, Panstrongylus megistus, T. pseudomaculata e T. sordida) são algumas das muitas espécies vetoras, mas não são as únicas (existem também Triatoma infestans, Rhodnius prolixus, entre outras).

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

O ciclo do Trypanosoma cruzi é heteroxênico, ou seja, necessita de dois hospedeiros para completar seu desenvolvimento. No hospedeiro vertebrado (incluindo o homem), o parasita se multiplica intracelularmente na forma amastigota. No inseto vetor (triatomíneo), multiplica-se extracelularmente no intestino, principalmente na forma epimastigota. Essa alternância entre fases intracelular e extracelular caracteriza corretamente o ciclo biológico.

Alternativa D — ❌ Incorreta

O T. cruzi é encontrado com maior frequência em áreas rurais e regiões endêmicas, onde as condições habitacionais favorecem a presença do vetor. Grandes capitais geralmente têm menor prevalência devido à urbanização e ao controle vetorial. Portanto, a afirmação é falsa.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Não é verdade que haja "ausência de métodos de exames sorológicos". Pelo contrário, existem diversos testes sorológicos bem estabelecidos para o diagnóstico da doença de Chagas, como ELISA, imunofluorescência indireta (IFI) e quimioluminescência. As dificuldades para detectar o T. cruzi estão relacionadas principalmente à baixa parasitemia na fase crônica, que exige métodos parasitológicos indiretos (xenodiagnóstico, hemocultura) ou moleculares (PCR).

Gabarito: letra C.

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