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Questão de Farmácia — Toxicologia Básica e Clínica — CESPE / CEBRASPE 2022

FarmáciaToxicologia Básica e Clínica
Código
ce141469
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
POLITEC-RO
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
POLITEC - RO - Perito Criminal - Área 3 - Farmácia/Farmácia-Bioquímica
Durante uma análise toxicológica, 100 mg de amostras de cabelo foram incubadas por 24h a 40 °C em solução tampão contendo β-glucuronidase/arilsulfatase. Essa etapa descreve o processo de
  1. Adescontaminação da amostra.
  2. Bderivatização alcalina.
  3. Cdigestão enzimática.
  4. Dextração em fase sólida.
  5. Eextração em camada delgada.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoC — digestão enzimática.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Digestão enzimática em toxicologia de cabelo

Gabarito: letra C. A incubação de amostras de cabelo com β-glucuronidase/arilsulfatase em tampão a 40 °C por 24h caracteriza a digestão enzimática, etapa que hidrolisa conjugados (glicuronídeos e sulfatos) e libera os analitos retidos na matriz queratinizada para posterior extração e análise. As demais alternativas descrevem etapas distintas do preparo de amostras, que não envolvem o uso de enzimas hidrolíticas.

A análise toxicológica de cabelo é uma ferramenta valiosa para avaliar exposição crônica a drogas e medicamentos, pois a matriz capilar incorpora substâncias e seus metabólitos ao longo do crescimento do fio. O fluxo analítico típico envolve: coleta, descontaminação (lavagem para remover contaminação externa), secagem, pulverização ou corte fino, e então a etapa de digestão — que pode ser alcalina, ácida ou enzimática — seguida de extração e análise instrumental (cromatografia acoplada à espectrometria de massas).

A digestão enzimática é uma alternativa branda à hidrólise química (ácida ou alcalina), sendo especialmente útil para analitos termolábeis ou que se degradam em condições drásticas. As enzimas β-glucuronidase e arilsulfatase clivam especificamente ligações glicurônicas e sulfatadas, liberando os fármacos e metabólitos que foram conjugados no organismo e incorporados ao cabelo. A incubação em tampão a 40 °C por 24 horas fornece condições ótimas de atividade enzimática, sem danificar os analitos.

A banca explora a confusão entre as etapas do preparo de amostras: o candidato pode associar a incubação com enzimas a uma etapa de extração ou descontaminação, mas o uso de enzimas hidrolíticas é a assinatura da digestão enzimática. A descontaminação, por sua vez, é uma etapa de lavagem superficial, sem ação enzimática.

  1. 1Coleta
  2. 2Descontaminação
  3. 3Secagem e pulverização
  4. 4Digestão (química ou enzimática)
  5. 5Extração (SPE/LLE)
  6. 6Análise instrumental
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Alternativa A — ❌ Incorreta

A descontaminação da amostra é a etapa inicial que remove contaminantes externos (poeira, resíduos de produtos capilares, substâncias adsorvidas na superfície do fio) por meio de lavagens com solventes ou soluções detergentes. Não envolve incubação com enzimas nem tampão a 40 °C; é um procedimento físico-químico de limpeza superficial, anterior à digestão.

Alternativa B — ❌ Incorreta

A derivatização alcalina é um tipo de digestão química que utiliza soluções alcalinas (como NaOH) para solubilizar a matriz queratinizada e liberar os analitos. Não se confunde com a digestão enzimática, que emprega enzimas específicas em condições brandas. A alternativa troca o agente hidrolítico: em vez de enzimas, usa base forte.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A incubação com β-glucuronidase/arilsulfatase em tampão a 40 °C por 24h é o procedimento clássico de digestão enzimática. As enzimas hidrolisam conjugados glicurônicos e sulfatados, liberando os analitos livres para extração e análise. Essa etapa é essencial para quantificar drogas e metabólitos que foram biotransformados e incorporados ao cabelo.

Alternativa D — ❌ Incorreta

A extração em fase sólida (SPE) é uma técnica de preparo de amostra que utiliza um sorvente sólido para reter seletivamente os analitos de uma matriz líquida, seguida de eluição com solvente apropriado. É uma etapa de purificação e concentração, realizada após a digestão, e não envolve incubação com enzimas.

Alternativa E — ❌ Incorreta

A extração em camada delgada refere-se à cromatografia em camada delgada (CCD), uma técnica de separação que utiliza uma fase estacionária sólida (sílica) e uma fase móvel líquida. Não é uma etapa de preparo de amostra para liberação de analitos de matriz biológica, e não envolve enzimas.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a etapa de digestão enzimática por outras etapas do preparo de amostras. O candidato pode confundir a incubação com enzimas com uma etapa de extração ou descontaminação. A chave é reconhecer que o uso de β-glucuronidase/arilsulfatase é específico da hidrólise enzimática de conjugados — uma etapa de liberação dos analitos, não de limpeza ou separação. Com treino, você identifica essa assinatura de longe 💪.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de preparo de amostras em toxicologia, memorize a sequência lógica: coleta → descontaminação → secagem → pulverização → digestão (química ou enzimática) → extração (SPE, LLE) → análise instrumental. Quando a questão mencionar enzimas como β-glucuronidase, arilsulfatase ou protease, a resposta é digestão enzimática. Se mencionar NaOH ou HCl, é digestão química. Se mencionar solventes de lavagem, é descontaminação.

Gabarito: letra C

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