Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2022
Português›Sintaxe
Código
ce144145
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Joinville - SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Professor - Do 6º ao 9º ano - Ensino Fundamental - Especialidade: Língua Portuguesa
Texto 10A1-I
A Prefeitura de Joinville sancionou a Lei n.º 9.214/2022,
que institui o Programa de Valorização por Resultados na
Aprendizagem no âmbito das unidades escolares da rede pública
municipal de ensino de Joinville e implanta a gratificação por
dedicação integral aos profissionais do magistério, auxiliares de
educadores e auxiliares escolares. Esse é o maior programa de
investimento em educação já desenvolvido em Joinville. O
objetivo é que essas políticas sejam fatores de incentivo para
mais avanços na qualidade da educação pública municipal de
Joinville.
Programa de Valorização por Resultados na Aprendizagem
• A gratificação por resultados será destinada aos servidores
efetivos e temporários lotados em Centros de Educação
Infantil (CEIs), em escolas e na Secretaria Municipal de
Educação. Ela será concedida conforme o alcance dos
resultados educacionais ao fim do período letivo, em meta
que será estipulada anualmente e verificada pelo Índice de
Desenvolvimento da Educação Municipal (IDEM).
• A gratificação poderá chegar a R$ 8 mil para servidores com
funções de atuação direta no ensino e a R$ 4 mil para
servidores da equipe de apoio das unidades escolares com ou
sem funções administrativo-operacionais.
Gratificação por dedicação integral
• Profissionais do magistério e auxiliares de educadores com
dedicação de 40 horas semanais à rede municipal passarão a
receber uma gratificação mensal de R$ 400. Haverá o
pagamento do dobro desse valor aos profissionais que
atuarem com dedicação integral às escolas vulneráveis (em
que 15% ou mais de alunos matriculados pertençam a
famílias beneficiárias do Auxílio Brasil ou programa similar)
e às unidades de difícil acesso (escolas e CEIs que estejam a
15 quilômetros ou mais do marco zero do município de
Joinville, localizado na Biblioteca Pública Municipal).
No último período do primeiro parágrafo do texto 10A1-I, a oração “que essas políticas sejam fatores de incentivo para mais avanços na qualidade da educação pública municipal de Joinville” classifica-se como
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Oração subordinada substantiva apositiva — análise do período
Gabarito: letra A. A oração “que essas políticas sejam fatores de incentivo para mais avanços na qualidade da educação pública municipal de Joinville” classifica-se como oração subordinada substantiva apositiva, pois funciona como aposto do termo “objetivo”, retomando-o e explicando-o. A pista decisiva é a presença dos dois-pontos antes da oração, marca típica do aposto, como se lê no trecho: “O objetivo é que essas políticas sejam fatores de incentivo...”.
Como resolver — o método
Primeiro, identifique o período completo: “O objetivo é que essas políticas sejam fatores de incentivo para mais avanços na qualidade da educação pública municipal de Joinville.”
A oração destacada vem depois de dois-pontos e retoma o substantivo “objetivo”, explicando-o. Essa é a função do aposto: um termo que se junta a outro para explicá-lo ou especificá-lo. Quando o aposto é uma oração, temos a oração subordinada substantiva apositiva.
A banca cobra a classificação sintática da oração. Para acertar, você precisa:
Localizar o termo a que a oração se refere — aqui, “objetivo”.
Verificar a pontuação — os dois-pontos indicam que a oração é um aposto explicativo.
Testar a substituição por “isto” — a oração pode ser substituída por “isto”, mas isso vale para todas as substantivas; o que diferencia a apositiva é a função de aposto e a pontuação.
Análise das alternativas
Oração subordinada substantiva: Apositiva (Função: aposto, Explica termo anterior, Marca: dois-pontos ou vírgulas); Subjetiva (Função: sujeito do verbo); Predicativa (Função: predicativo do sujeito); Completiva nominal (Função: complemento de nome, Exige preposição); Objetiva direta (Função: objeto direto, Exige verbo transitivo)
Alternativa A — ✅ Correta ⟵ GABARITO
A oração é apositiva porque exerce a função de aposto do substantivo “objetivo”. No texto:
“O objetivo é que essas políticas sejam fatores de incentivo para mais avanços na qualidade da educação pública municipal de Joinville.”
A oração vem após dois-pontos e explica o que é o objetivo. Isso é exatamente a função do aposto. A oração poderia ser reescrita como: “O objetivo — que essas políticas sejam fatores de incentivo... — é claro.” A pontuação com dois-pontos é a marca clássica da apositiva.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Erro: troca de função sintática. A oração subjetiva exerce a função de sujeito do verbo da oração principal. No texto, o sujeito de “é” é “O objetivo”, não a oração. A oração não é sujeito; ela explica o sujeito. Para ser subjetiva, o período seria algo como “É necessário que essas políticas sejam fatores de incentivo” — aí a oração seria sujeito de “é necessário”. Aqui, o sujeito está explícito: “O objetivo”.
Alternativa C — ❌ Incorreta
Erro: troca de função sintática. A oração predicativa exerce a função de predicativo do sujeito, ligada a um verbo de ligação. No texto, o verbo “é” é de ligação, mas o predicativo do sujeito é a oração? Não: o predicativo seria o termo que caracteriza o sujeito “O objetivo”. A oração “que essas políticas...” não caracteriza o sujeito diretamente; ela explica o que é o objetivo, funcionando como aposto. A diferença é sutil, mas a pontuação com dois-pontos e a ausência de verbo de ligação antes da oração (como “O objetivo é que...”) indicam aposto, não predicativo. Em “O objetivo é que essas políticas sejam...”, a oração poderia ser vista como predicativo, mas a banca considera a função de aposto pela presença dos dois-pontos e pela retomada explicativa. A alternativa C confunde aposto com predicativo.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Erro: troca de função sintática. A oração completiva nominal completa o sentido de um nome (substantivo, adjetivo ou advérbio) que exige complemento. No texto, não há um nome que exija complemento regido por preposição. “Objetivo” poderia pedir complemento (“objetivo de...”), mas a oração não é introduzida por preposição e não completa “objetivo” como complemento nominal; ela o explica como aposto. A alternativa D confunde aposto com complemento nominal.
Alternativa E — ❌ Incorreta
Erro: troca de função sintática. A oração objetiva direta exerce a função de objeto direto de um verbo transitivo. No texto, não há verbo transitivo que exija objeto direto. O verbo “é” é de ligação; a oração não é objeto de nenhum verbo. A alternativa E confunde aposto com objeto direto.
Conclusão
A única classificação correta é a apositiva, pois a oração funciona como aposto do substantivo “objetivo”, retomando-o e explicando-o, com a marca dos dois-pontos. As demais alternativas atribuem funções sintáticas que a oração não exerce no período.
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a troca de função sintática — o candidato confunde aposto com predicativo ou com objeto direto. A chave é observar a pontuação (dois-pontos) e a retomada de um substantivo.
PEGA ESSA DICA!
Para identificar a apositiva, procure a oração que vem após dois-pontos ou entre vírgulas e que explica um termo anterior. Teste: “O objetivo — [oração] — é claro.” Se encaixar, é apositiva.