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Questão de Direito Constitucional — Funções Essenciais à Justiça — CESPE / CEBRASPE 2022

Direito ConstitucionalFunções Essenciais à Justiça
Código
ce144430
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Maringá - PR
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Procurador Municipal
No que tange às regras constitucionais da advocacia pública e ao entendimento jurisprudencial a respeito desse assunto, assinale a opção correta.
  1. AAos advogados públicos é garantida estabilidade após dois anos de efetivo exercício, mediante avaliação de desempenho perante órgãos próprios, após relatório circunstanciado das corregedorias.
  2. BSerá constitucional dispositivo de Constituição estadual que confira foro por prerrogativa de função para os procuradores do estado.
  3. CA garantia da inamovibilidade conferida pela CF aos magistrados não pode ser estendida aos procuradores estaduais.
  4. DÉ constitucional o pagamento de honorários sucumbenciais aos advogados públicos, não se exigindo, porém, a observância do limite remuneratório previsto na CF, por constituir verba indenizatória.
  5. ENorma estadual pode conferir autonomia para a Procuradoria-Geral do Estado.
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GabaritoC — A garantia da inamovibilidade conferida pela CF aos magistrados não pode ser estendida aos procuradores estaduais.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Advocacia Pública: Inamovibilidade e demais garantias

Gabarito: letra C. A inamovibilidade é garantia constitucional exclusiva dos magistrados (art. 95, CF) e dos membros do Ministério Público (art. 128, §5º, I, CF). Não pode ser estendida aos procuradores estaduais, que não possuem essa garantia no texto constitucional. O STF já firmou entendimento nesse sentido.

A questão cobra conhecimento sobre as regras constitucionais aplicáveis à advocacia pública e a jurisprudência consolidada. Vamos analisar cada alternativa.

Característica

Magistrados (art. 95, CF)

Membros do MP (art. 128, §5º, I, CF)

Procuradores Estaduais

Inamovibilidade

Sim (garantia constitucional)

Sim (garantia constitucional)

Não (não possuem essa garantia)

Fundamento constitucional

Art. 95, CF

Art. 128, §5º, I, CF

Não há previsão constitucional

Extensão por norma estadual

N/A

N/A

Inconstitucional (STF)

Inamovibilidade
  • 1Garantia constitucional
    • Magistrados (art. 95, CF)
    • MP (art. 128, §5º, I, CF)
  • 2Não extensível
    • Procuradores estaduais
    • STF consolidou
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Alternativa A — ❌ Incorreta

Afirma que a estabilidade dos advogados públicos é adquirida após dois anos de efetivo exercício. No entanto, a Constituição do Estado de São Paulo (art. 98, §3º) fixa o prazo de três anos para a estabilidade dos Procuradores do Estado. Embora a CF não estipule prazo específico, a regra geral adotada pelos estados é de três anos. A alternativa erra ao mencionar dois anos.

Alternativa B — ❌ Incorreta

Sustenta que é constitucional dispositivo de Constituição estadual que confira foro por prerrogativa de função para procuradores do estado. O STF, no julgamento da ADI 5.200, declarou inconstitucionais normas estaduais que criam foro privilegiado para procuradores, pois a CF reserva essa prerrogativa apenas para as autoridades expressamente previstas. Portanto, a alternativa é falsa.

Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A inamovibilidade é uma garantia constitucional dos magistrados (art. 95, CF) e dos membros do Ministério Público (art. 128, §5º, I, CF). Os procuradores estaduais, embora sejam advogados públicos, não gozam dessa garantia constitucional. O STF já decidiu que a inamovibilidade não se estende a eles. Logo, a afirmação está correta.

Alternativa D — ❌ Incorreta

Diz que o pagamento de honorários sucumbenciais aos advogados públicos é constitucional e que não se exige a observância do limite remuneratório (teto constitucional) por se tratar de verba indenizatória. O STF, no RE 655.283 (Tema 483), firmou que os honorários sucumbenciais pagos a advogados públicos têm natureza remuneratória e, portanto, devem observar o teto constitucional (art. 37, XI, CF). A alternativa erra ao afirmar que são verbas indenizatórias e que não se submetem ao limite.

Alternativa E — ❌ Incorreta

Afirma que norma estadual pode conferir autonomia para a Procuradoria-Geral do Estado. No entanto, o STF, no julgamento da ADI 2.894, entendeu que a Procuradoria-Geral do Estado é órgão vinculado ao Chefe do Executivo, não gozando de autonomia administrativa ou orçamentária. A autonomia conferida à Defensoria Pública e ao Ministério Público não se estende à advocacia pública. Portanto, a alternativa é incorreta.

PEGA ESSA DICA!

A questão exige conhecimento de súmulas e jurisprudência do STF sobre os limites constitucionais das garantias dos advogados públicos. Fique atento: a inamovibilidade é exclusiva da magistratura e do MP; honorários sucumbenciais para advogados públicos submetem-se ao teto; e foro privilegiado para procuradores é inconstitucional. Memorize esses pontos.

Gabarito: letra C.

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