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Questão de Auditoria — Auditoria Independente (Externa) — CESPE / CEBRASPE 2022

AuditoriaAuditoria Independente (Externa)
Código
ce145037
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SECONT-ES
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor do Estado - Ciências Contábeis
Com relação às Normas Brasileiras de Contabilidade de Auditoria Independente de Informação Contábil (NBC TA) 200, 230, 240, 320 e 330, julgue o item a seguir.A identificação, pelo auditor, de distorção intencional relevante nas demonstrações contábeis não implica, necessariamente, a caracterização jurídica de fraude.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Fraude vs. Erro na Auditoria Independente

CERTO. A identificação, pelo auditor, de distorção intencional relevante não caracteriza, por si só, fraude no sentido jurídico. A NBC TA 240 (R1) deixa claro que o auditor não estabelece juridicamente se houve fraude, mesmo que identifique distorções intencionais.

A banca testa a distinção entre o conceito técnico de distorção intencional (objeto da auditoria) e a caracterização legal de fraude (competência do Poder Judiciário). O item está correto ao afirmar que a identificação pelo auditor não implica, necessariamente, a caracterização jurídica.

NBC TA 240 (R1) – Responsabilidade do Auditor em Relação a Fraude:

Item 3 — “Embora a fraude constitua um conceito jurídico amplo, para efeitos das normas de auditoria, o auditor está preocupado com a fraude que causa distorção relevante nas demonstrações contábeis. Dois tipos de distorções intencionais são pertinentes para o auditor – distorções decorrentes de informações contábeis fraudulentas e da apropriação indébita de ativos. Apesar de o auditor poder suspeitar ou, em raros casos, identificar a ocorrência de fraude, ele não estabelece juridicamente se realmente ocorreu fraude (ver itens A1 a A6).”

O item 2 da mesma norma reforça que o fator distintivo entre fraude e erro é a intencionalidade da ação. No entanto, mesmo diante de uma distorção intencional relevante, cabe ao auditor avaliar os riscos e responder adequadamente, mas não declarar a existência de fraude em sentido jurídico. Essa é uma atribuição das autoridades competentes (judiciais ou reguladoras).

Distorção intencional relevante
  • 1Identificada pelo auditor
    • Não implica fraude jurídica
    • Auditor não estabelece juridicamente
  • 2Conceito técnico (NBC TA 240)
    • Informações contábeis fraudulentas
    • Apropriação indébita de ativos
  • 3Fraude jurídica
    • Competência do Judiciário
    • Não é atribuição do auditor
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CERTO.

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