Questão de Português — Interpretação de Textos — CESPE / CEBRASPE 2022
Português›Interpretação de Textos
Código
ce146742
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
SEFAZ-SE
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Técnico de Tributos (Manhã)
Mantendo-se as relações de coesão e coerência do texto CG1A1-I, a expressão “ao proclamar” (quarto período do último parágrafo) poderia ser corretamente substituída por
Aproclamou.
Bque foi quem proclamava.
Caté proclamava.
Dque proclamou.
Equando proclamou.
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GabaritoE — quando proclamou.
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Substituição de “ao proclamar” por “quando proclamou”
Gabarito: Letra E. O trecho original “Cairu, ao proclamar o ‘deixai fazer, deixai passar, deixai vender’, de Gournay, legou-nos a abertura dos portos” usa a oração reduzida de infinitivo “ao proclamar” para indicar uma circunstância temporal (o momento em que Cairu fez a proclamação). A substituição que preserva essa mesma relação de tempo é “quando proclamou” (oração subordinada adverbial temporal desenvolvida), mantendo a coesão e a coerência.
“Cairu, ao proclamar o ‘deixai fazer, deixai passar, deixai vender’, de Gournay, legou-nos a abertura dos portos”
Aqui, “ao + infinitivo” equivale a “no momento em que proclamou” – ou seja, “quando proclamou”. Nenhuma das outras alternativas reproduz essa ideia de simultaneidade temporal com o verbo “legou”.
Alternativa A — ❌ Incorreta
“proclamou” – Transforma a oração em coordenada, colocando os verbos em sequência (“Cairu proclamou… e legou-nos”). Perde-se a noção de que a proclamação ocorre no mesmo tempo da ação de legar; o texto original não diz que primeiro proclamou e depois legou, mas que a abertura dos portos foi consequência da proclamação, tudo no mesmo contexto temporal. Erro: troca de relação coesiva (coordenação em vez de subordinação temporal).
Alternativa B — ❌ Incorreta
“que foi quem proclamava” – Introduce uma oração adjetiva com pretérito imperfeito, sugerindo uma ação habitual ou contínua (“proclamava”). O texto diz que a proclamação foi um ato pontual (a locução “deixai fazer”). Além disso, “que foi quem” quebra a fluência e insere um foco desnecessário no sujeito. Erro: mudança de aspecto verbal (imperfectivo) e inadequação coesiva (oração adjetiva explicativa não equivale à circunstância temporal).
Alternativa C — ❌ Incorreta
“até proclamava” – O operador “até” acrescenta uma ideia de inclusão ou limite (ex.: “Cairu até proclamava… e também legava”). Isso altera o sentido, pois o original não expressa gradação ou abrangência; é uma circunstância precisa. Erro: inserção de elemento semântico alheio (inclusão) que rompe a coerência.
Alternativa D — ❌ Incorreta
“que proclamou” – Oração adjetiva restritiva ou explicativa (“Cairu, que proclamou…, legou-nos”). Embora gramatical, essa construção caracteriza o sujeito (diz qual Cairu: aquele que proclamou), e não estabelece a relação temporal de simultaneidade. O sentido original não é de mera qualificação, mas de quando a ação aconteceu. Erro: troca de função sintática (adjunto adverbial → adjunto adnominal) e perda da circunstância temporal.
Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO
“quando proclamou” – Oração subordinada adverbial temporal, que mantém exatamente a circunstância de tempo expressa por “ao proclamar”. A conjunção “quando” liga as duas ações (proclamar e legar) no mesmo eixo temporal, preservando a coesão e a coerência textual.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que a banca pedir substituição de oração reduzida (“ao + infinitivo”, “por + infinitivo”, etc.), procure a conjunção que expresse a mesma relação lógica (tempo, causa, condição…). Aqui, “ao” = tempo → “quando”.