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Questão de Economia — Microeconomia — CESPE / CEBRASPE 2022

EconomiaMicroeconomia
Código
ce147719
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
TCE-SC
Ano
2022
Nível
Superior
Cargo
Auditor Fiscal de Controle Externo - Ciências Econômicas
Suponha que a quantidade produzida q por uma firma seja dada por q = 1200K²/³L¹/³, sendo K a quantidade de capital investido e L a quantidade de mão de obra, ambas medidas em unidades convenientes. Sabendo que cada unidade de capital investido custa $ 6 e cada unidade de mão de obra custa $ 24, julgue o item que se segue.A produtividade marginal do capital é o dobro da produtividade marginal da mão de obra no longo prazo.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoE — Errado

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Produtividade marginal e otimização da firma

Gabarito: Errado. A produtividade marginal do capital (PMgK) é o dobro da produtividade marginal do trabalho (PMgL) apenas quando a firma está em equilíbrio de longo prazo, ou seja, quando a razão entre as produtividades marginais se iguala à razão entre os preços dos fatores. No caso, PMgK/PMgL = 6/24 = 1/4, e não 2. A afirmação confunde a condição de equilíbrio com uma relação fixa entre as produtividades.

A questão trata da teoria da produção e da otimização de fatores no longo prazo. A função de produção dada é do tipo Cobb-Douglas: q=1200K2/3L1/3q = 1200K^{2/3}L^{1/3}. Nesse tipo de função, as produtividades marginais são obtidas derivando-se a função em relação a cada fator:

  • PMgK=qK=120023K1/3L1/3=800K1/3L1/3PMgK = \frac{\partial q}{\partial K} = 1200 \cdot \frac{2}{3} K^{-1/3} L^{1/3} = 800 K^{-1/3} L^{1/3}

  • PMgL=qL=120013K2/3L2/3=400K2/3L2/3PMgL = \frac{\partial q}{\partial L} = 1200 \cdot \frac{1}{3} K^{2/3} L^{-2/3} = 400 K^{2/3} L^{-2/3}

A razão entre elas é:

PMgKPMgL=800K1/3L1/3400K2/3L2/3=2LK\frac{PMgK}{PMgL} = \frac{800 K^{-1/3} L^{1/3}}{400 K^{2/3} L^{-2/3}} = 2 \cdot \frac{L}{K}

Essa razão não é constante — depende da combinação de K e L. No longo prazo, a firma maximiza o lucro escolhendo a combinação ótima de fatores, que ocorre quando a taxa marginal de substituição técnica (TMST) se iguala à razão dos preços dos fatores. A TMST é exatamente a razão entre as produtividades marginais (em módulo):

TMST=PMgKPMgL=rwTMST = \frac{PMgK}{PMgL} = \frac{r}{w}

onde rr é o preço do capital e ww é o preço do trabalho. No enunciado, r=6r = 6 e w=24w = 24, logo:

PMgKPMgL=624=14\frac{PMgK}{PMgL} = \frac{6}{24} = \frac{1}{4}

Portanto, no equilíbrio de longo prazo, a produtividade marginal do capital é um quarto da produtividade marginal do trabalho, e não o dobro. A afirmação está incorreta.

A pegadinha da banca está em sugerir que a relação entre as produtividades marginais é fixa e igual a 2, quando na verdade ela depende da combinação de fatores e, no ótimo, é determinada pela razão dos preços. O candidato que apenas calcula as derivadas e vê o coeficiente 2/3 e 1/3 pode ser tentado a afirmar que PMgK é o dobro de PMgL, mas isso só seria verdade se K = L, o que não é garantido.

  1. 1Derivar PMgK e PMgL
  2. 2Montar razão PMgK/PMgL
  3. 3Igualar à razão de preços r/w
  4. 4Conferir a razão no ótimo
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Alternativa C — ❌ Incorreta

A afirmação de que a produtividade marginal do capital é o dobro da produtividade marginal do trabalho no longo prazo está errada. No equilíbrio de longo prazo, a razão entre as produtividades marginais deve igualar a razão entre os preços dos fatores: PMgK/PMgL=r/w=6/24=1/4PMgK/PMgL = r/w = 6/24 = 1/4. Ou seja, a PMgK é um quarto da PMgL, não o dobro. O erro está em confundir a condição de equilíbrio com uma relação fixa entre as produtividades.

Alternativa E — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A afirmação é falsa, portanto a alternativa correta é a letra E. A produtividade marginal do capital não é o dobro da do trabalho; no ótimo de longo prazo, a razão entre elas é igual à razão inversa dos preços, ou seja, 1/4. A banca pede para julgar a veracidade da afirmação, e ela é incorreta.

NÃO CAIA NESSA!

A banca tenta induzir o candidato a comparar diretamente os expoentes da função Cobb-Douglas (2/3 e 1/3) e concluir que PMgK = 2 × PMgL. Mas isso só valeria se K = L. No longo prazo, a relação correta é dada pela igualdade entre a TMST e a razão dos preços: PMgK/PMgL=r/wPMgK/PMgL = r/w. Como r=6r = 6 e w=24w = 24, a razão é 1/4, não 2. Fique atento: a condição de equilíbrio é a chave para resolver questões desse tipo.

PEGA ESSA DICA!

Para questões de otimização com função Cobb-Douglas, lembre-se de que a condição de equilíbrio de longo prazo é PMgK/PMgL=r/wPMgK/PMgL = r/w. Calcule as produtividades marginais derivando a função e monte a razão. Se a questão der os preços, use-os diretamente. Não se deixe enganar pelos expoentes — eles indicam a elasticidade, não a relação entre as produtividades marginais no ótimo.

Gabarito: letra E

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