Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2022
- Código
- ce150087
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- FUNPRESP-EXE
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoE — Errado
Gabarito: Errado. O item afirma que os termos “um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas” e “a exploração desenfreada (...) os humanos” exercem função de complemento da forma verbal “Resultou”. Na verdade, esses termos são sujeitos do verbo, não complementos.
“Resultou daí um extraordinário desenvolvimento das ciências e das técnicas, mas também a exploração desenfreada de uma natureza composta, a partir de então, de objetos sem ligação com os humanos (...)”
O verbo “resultar”, nessa construção, indica aquilo que resulta (o efeito). O termo que nomeia o efeito é o sujeito, ainda que venha depois do verbo. A estrutura é: Resultou daí [sujeito1], mas também [sujeito2]. O advérbio “daí” (= disso) é um adjunto adverbial; os sujeitos são “um extraordinário desenvolvimento...” e “a exploração desenfreada...”.
Por que não são complementos?
Complemento verbal (objeto direto ou indireto) completa o sentido de um verbo transitivo. “Resultar”, aqui, é intransitivo (não exige complemento); o que vem após são os sujeitos. Prova: o verbo concorda em número com o primeiro sujeito (singular: “resultou” com “desenvolvimento”). Se fosse objeto, não haveria concordância.
O termo “daí” já expressa a causa; o verbo não pede preposição para os sujeitos.
Armadilha da banca (pegadinha): a ordem inversa (sujeito após o verbo) e a ausência de preposição levam o candidato a pensar que são objetos diretos. Mas a função sintática é de sujeito.
Em construções com verbos como “resultar”, “acontecer”, “ocorrer”, o sujeito costuma vir após o verbo. Pergunte ao verbo: “O que resultou?” – a resposta é o sujeito.
Conclusão: o item está errado porque os termos indicados são sujeitos, e não complementos do verbo “Resultou”.
Gabarito: Errado.
Sujeito nunca tem preposição
Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.
— Sintaxe — identificação do sujeito
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