Questão de Português — Morfologia - Pronomes — CESPE / CEBRASPE 2022
- Código
- ce150669
- Banca
- CESPE / CEBRASPE
- Órgão
- Petrobras
- Ano
- 2022
- Nível
- Superior
- CCerto
- EErrado
GabaritoC — Certo
✅ CERTO. A alteração das ocorrências de “se” de próclise para ênclise (de “se recusavam” para “recusavam-se” e de “se recusaram” para “recusaram-se”) mantém a correção gramatical do trecho. Isso porque, em português brasileiro, a colocação pronominal é facultativa em orações independentes que não contenham palavras atratoras (como advérbios negativos, pronomes relativos, conjunções subordinativas, etc.).
Por que a assertiva está certa?
No trecho original, as duas ocorrências de “se” estão em próclise (antes do verbo): “se recusavam” e “se recusaram”. Não há, antes desses verbos, nenhum termo que obrigue a próclise (como “não”, “que”, “quem”, “jamais”, etc.). O sujeito “Os sacerdotes indianos” e “Professores carismáticos” são sintagmas nominais que não atraem o pronome.
A ênclise (pronome depois do verbo) é igualmente aceita pela norma culta brasileira nesses contextos, sendo até mais comum na fala e na escrita formal quando não há atrator. Exemplos: “Os alunos se levantaram” → “Os alunos levantaram-se”; “Ele se sentiu mal” → “Ele sentiu-se mal”.
Não há qualquer restrição que impeça a ênclise: os verbos estão no pretérito imperfeito e no pretérito perfeito do indicativo (não são futuros nem particípios, que exigiriam próclise em certos casos).
Conclusão: A banca quer testar se o candidato sabe que, em português brasileiro, a colocação pronominal é flexível e que a mudança de próclise para ênclise, nessas condições, não gera erro. Portanto, o item está Certo.
Alguns alunos podem achar que a próclise é obrigatória em qualquer contexto ou que a ênclise soaria estranha, mas a gramática normativa brasileira admite ambas as posições quando não há fator de atração.
Gabarito: C
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