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Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2022

PortuguêsSintaxe
Código
ce150811
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Estância - SE
Ano
2022
Nível
Médio

Texto CG3A1-I


 Os impactos ambientais gerados pelo crescimento urbano aumentaram consideravelmente, com a redução da qualidade da água segura para a população. Isso ocorreu, também, em Aracaju, que teve seu processo de urbanização pautado em métodos conservadores de traçado urbano.

Em pleno século XXI, a sociedade brasileira encontra-se, ainda, na concepção higienista de cidades, pois busca garantir a infraestrutura básica local, mas deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos hídricos e desequilibrar os ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos).

Recentemente, as políticas públicas do estado passaram a reconhecer a necessidade de equilíbrio entre o meio ambiente e as questões de drenagem urbana, ao identificarem a importância de manutenção local das águas pluviais, política específica sobre drenagem, gestão integrada das águas urbanas, vegetação e paisagem como elementos complementares às estratégias de drenagem e medidas estruturais extensivas de menor impacto ambiental (como as que visam modificar os processos de chuva-vazão na bacia hidrográfica ou em zona urbanizada, implementadas ao longo de sua extensão, e que incluem o controle da cobertura vegetal e da erosão do solo).

Entretanto, mesmo com a implementação dessas diretrizes, percebe-se que a prática e a execução delas têm sido realizadas de forma muito lenta. As medidas de controle à urbanização dependem de uma política urbana municipal rígida. A atualização do plano diretor de Aracaju é fundamental para a execução de boas práticas, para a manutenção e o equilíbrio da cidade e de seus bairros, no que se refere à preservação do meio natural, ao controle das construções nesse meio, bem como ao equilíbrio da oferta de serviços de saneamento.


Yuri Augusto Dorea de Carvalho Silva, Rebeca Pereira de Souza Diniz e Lina Martins de Carvalho. Drenagem urbana e espaços livres: reflexões preliminares sobre o caso do Jabotiana em Aracaju/SE. XIII Encontro de Recursos Hídricos em Sergipe. Associação Brasileira de Recursos Hídricos. Internet: (com adaptações).

No segundo parágrafo do texto CG3A1-I, o trecho “mas deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à j usante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos hídricos e desequilibrar os ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos)” poderia ser reescrito, sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto, como
  1. Acontanto, deixa, ao meio ambiente o maior ônus: de transferir a jusante os impactos referentes à drenagem que amplia as cheias naturais, degrada os corpos hídricos e desequilibra os ciclos naturais de chuvas, biológicos e ecológicos.
  2. Bembora deixando para o meio ambiente o maior ônus, transferindo a jusante aos impactos relacionados à drenagem, fazendo majorar as cheias naturais, desgastando o corpo de água e desequilibrando os ciclos naturais hidrológicos, biológicos e ecológicos.
  3. Cmas deixa para o meio ambiente o ônus de transferir à jusante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos, hídricos, e desequilibrar os ciclos, naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos)
  4. Dporém deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relativos à drenagem, e isso aumenta as cheias naturais, deteriora os corpos d’água e causa desequilíbrio dos ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos).
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GabaritoD — porém deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relativos à drenagem, e isso aumenta as cheias naturais, deteriora os corpos d’água e causa desequilíbrio dos ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos).

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Reescrita sem prejuízo de sentido: a paráfrase fiel do trecho sobre drenagem

Gabarito: letra D. A alternativa D é a única que reescreve o trecho preservando integralmente o sentido e a correção gramatical, pois mantém a relação de oposição ("porém"), a ideia de transferência dos impactos para jusante e as consequências (aumento das cheias, degradação dos corpos d'água e desequilíbrio dos ciclos), tudo com estruturas sintáticas equivalentes. As demais alternativas ou alteram o sentido (A, B, C) ou apresentam problemas de pontuação/concordância (C).

A questão pede uma reescrita sem prejuízo dos sentidos e da correção gramatical. Isso significa que a nova redação deve ser uma paráfrase fiel: mesma informação, mesma relação lógica entre as ideias, mesma referência, e sem erro de sintaxe, pontuação ou regência. Vamos comparar cada alternativa com o trecho original:

"mas deixa para o meio ambiente o maior ônus, ao transferir à jusante os impactos relacionados à drenagem, o que faz ampliar as cheias naturais, degradar os corpos hídricos e desequilibrar os ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos)"

1Manter relações lógicas
Oposição (mas/porém)
Causa-consequência
2Preservar sentido
Transferência a jusante
Impactos da drenagem
Consequências (cheias, degradação, desequilíbrio)
3Correção gramatical
Pontuação adequada
Regência correta
Concordância
Reescrita sem prejuízo
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Reescrita sem prejuízo: Manter relações lógicas (Oposição (mas/porém), Causa-consequência); Preservar sentido (Transferência a jusante, Impactos da drenagem, Consequências (cheias, degradação, desequilíbrio)); Correção gramatical (Pontuação adequada, Regência correta, Concordância)

Alternativa A — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido (extrapolação). A alternativa A substitui "mas" por "contanto", que é uma conjunção condicional (equivale a "desde que"), e não adversativa. Isso inverte a relação lógica: o original estabelece uma oposição entre garantir infraestrutura e deixar o ônus ao meio ambiente; a reescrita introduz uma condição, o que muda o sentido. Além disso, "de transferir a jusante" transforma a ação de transferir em uma explicação do ônus, não em uma causa como no original ("ao transferir" = ao transferir, por transferir). A expressão "ciclos naturais de chuvas" também restringe o sentido: o texto fala de ciclos hidrológicos, biológicos e ecológicos, não apenas "de chuvas".

Alternativa B — ❌ Incorreta

Erro: troca de sentido e regência. A alternativa B usa "embora", que é uma conjunção concessiva (equivale a "ainda que"), enquanto o original usa "mas", adversativa. A concessão expressa um fato que não impede outro; a adversidade expressa uma oposição direta. Isso altera a relação lógica. Além disso, "transferindo a jusante aos impactos relacionados à drenagem" está gramaticalmente incorreto: o verbo "transferir" pede objeto direto (transferir os impactos) e objeto indireto (transferir a algo/alguém), mas aqui "a jusante" é um adjunto adverbial de lugar, não objeto indireto. A construção "transferindo a jusante aos impactos" inverte a relação: parece que os impactos recebem a transferência, quando na verdade são transferidos. Também "desgastando o corpo de água" troca "degradar" por "desgastar", que tem sentido diferente (desgastar é desgaste físico, degradar é deterioração ambiental).

Alternativa C — ❌ Incorreta

Erro: pontuação inadequada (mudança de sentido). A alternativa C mantém o texto quase idêntico, mas insere vírgulas indevidas: "degradar os corpos, hídricos" e "desequilibrar os ciclos, naturais". Essas vírgulas separam o substantivo do adjetivo, o que é um erro de pontuação e altera a leitura: "corpos, hídricos" sugere que "hídricos" é um aposto, quando na verdade é adjunto adnominal. Além disso, a vírgula antes de "e desequilibrar" quebra a sequência de verbos coordenados. A pontuação incorreta compromete a correção gramatical, mesmo que o sentido geral seja mantido.

Alternativa D — ✅ Correta ⟵ GABARITO

A alternativa D é a paráfrase fiel. Vejamos ponto a ponto:

  • "porém" substitui "mas" — ambas são conjunções adversativas, mantendo a oposição.

  • "deixa para o meio ambiente o maior ônus" — idêntico, sem alteração.

  • "ao transferir à jusante os impactos relativos à drenagem" — "relativos a" é sinônimo de "relacionados a"; "à jusante" mantém a crase; a estrutura "ao transferir" (gerúndio reduzido) é preservada.

  • "e isso aumenta as cheias naturais, deteriora os corpos d'água e causa desequilíbrio dos ciclos naturais (hidrológicos, biológicos e ecológicos)" — o pronome "isso" retoma a ação de transferir, assim como "o que" no original; "aumenta" = "ampliar"; "deteriora" = "degradar"; "causa desequilíbrio" = "desequilibrar". A enumeração final é mantida com os mesmos três elementos.

Não há erro de concordância, regência ou pontuação. A relação de causa e consequência é preservada: a transferência dos impactos causa o aumento das cheias, a degradação e o desequilíbrio.

NÃO CAIA NESSA!

A banca troca a conjunção adversativa por condicional (A) ou concessiva (B), o que muda a relação lógica; e insere vírgulas indevidas (C) para testar se você percebe a quebra de sentido. A correta (D) é a única que mantém a oposição e a causa-consequência.

PEGA ESSA DICA!

Em questões de reescrita, sublinhe os conectivos e as relações lógicas (oposição, causa, condição). Se a conjunção mudar de tipo, o sentido mudou — elimine. Depois, cheque a pontuação e a regência.

Gabarito: letra D

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