Questão de Português — Funções morfossintáticas da palavra QUE — CESPE / CEBRASPE 2023
Português›Funções morfossintáticas da palavra QUE
Código
ce152085
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CGDF
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor De Controle Interno Do Distrito Federal – Especialidade Finanças E Controle
No primeiro período do quinto parágrafo do texto CB1A1, a expressão “por mais que” introduz oração que expressa circunstância de
Acausa.
Bconcessão.
Cconsequência.
Dproporcionalidade.
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GabaritoB — concessão.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
A expressão "por mais que" no quinto parágrafo: valor concessivo
Gabarito: letra B — concessão. A locução "por mais que" equivale a "embora" e introduz uma ideia de concessão: um fato que se admite, mas que não impede a ocorrência do fato principal. No trecho "A história mostrou que a resistência fiscal, por mais que pareça natural e inevitável a toda realidade tributária, teve proporções menores em regimes considerados mais democráticos", o autor reconhece que a resistência fiscal parece natural (concessão), mas afirma que ela foi menor em regimes democráticos (ideia principal). A banca cobra exatamente esse valor semântico.
Trecho comprobatório: "A história mostrou que a resistência fiscal, por mais que pareça natural e inevitável a toda realidade tributária, teve proporções menores em regimes considerados mais democráticos" (5º parágrafo).
A locução "por mais que" é uma conjunção subordinativa concessiva típica, assim como "embora", "conquanto", "ainda que", "mesmo que". Ela expressa um contraste ou quebra de expectativa: espera-se que algo natural e inevitável ocorra em toda sociedade, mas o texto mostra que isso não aconteceu onde havia mais democracia.
Conjunções subordinativas concessivas: Valor semântico (Contraste, Quebra de expectativa, Fato admitido que não impede o principal); Exemplos típicos (Embora, Conquanto, Ainda que, Mesmo que, Por mais que); Confusões comuns (Causa (razão do fato), Consequência (efeito), Proporcionalidade (relação de proporção))
Alternativa A — ❌ Incorreta (causa)
A causa expressa a razão de um fato (ex.: "não foi porque..."). No trecho, "por mais que pareça natural" não é a causa de a resistência ter sido menor; é uma ressalva que contrasta com a ideia principal. Confundir concessão com causa é erro comum, mas o texto não estabelece relação causal.
Alternativa B — ✅ Correta (concessão)
Conforme demonstrado, "por mais que" introduz uma circunstância concessiva: admite-se a aparência de naturalidade, mas ela não impede o fato principal. O gabarito está plenamente de acordo com a gramática e o sentido do texto.
Alternativa C — ❌ Incorreta (consequência)
Consequência é o efeito de uma causa (ex.: "estudou tanto que passou"). Aqui, não há relação de causa-consequência. A oração "por mais que pareça natural" é uma adversativa/contraste em relação à oração principal, não uma consequência dela.
Alternativa D — ❌ Incorreta (proporcionalidade)
Proporcionalidade indica uma relação de correspondência entre dois fatos que variam juntos (ex.: "quanto mais... mais..."). O texto usa "por mais que" com valor concessivo, e não proporcional. Embora o parágrafo seguinte fale de "razão inversamente proporcional", isso está fora do trecho analisado e a expressão específica mantém seu valor concessivo.
PEGA ESSA DICA!
Sempre que aparecer "por mais que", "embora", "ainda que", "apesar de", o valor é de concessão. Teste substituindo por "embora": se a frase fizer sentido, a resposta é concessiva.