Auditor De Controle Interno Do Distrito Federal – Especialidade Finanças E Controle
A respeito do processo de avaliação e gestão de riscos como um componente da estrutura de controle interno de uma organização, julgue os seguintes itens.I Um evento crítico, mas passível de ser suportado com a devida gestão, deve ser tratado como um risco residual.II A quantidade e o tipo de risco que uma organização está disposta a assumir com vistas ao atingimento dos seus objetivos estratégicos relevam a sua tolerância a riscos.III Uma técnica utilizada para a identificação de eventos de risco é o diagrama espinha de peixe, que permite a identificação das possíveis causas relacionadas a um determinado problema.Assinale a opção correta
AApenas o item I está certo.
BApenas o item II está certo.
CApenas o item III está certo.
DTodos os itens estão certos.
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GabaritoC — Apenas o item III está certo.
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Processo de avaliação e gestão de riscos no controle interno
Gabarito: C (apenas o item III está correto). Os itens I e II apresentam erros conceituais fundamentais: o item I confunde risco residual com risco inerente tratado; o item II troca apetite por tolerância a riscos. O item III descreve corretamente o diagrama espinha de peixe como técnica de identificação de causas de eventos de risco.
NÃO CAIA NESSA!
A banca adora trocar os conceitos de apetite e tolerância a riscos. No item II, a descrição "quantidade e tipo de risco que a organização está disposta a assumir" é exatamente a definição de apetite a riscos (risk appetite). Já a tolerância a riscos (risk tolerance) refere-se ao nível aceitável de variação em relação ao alcance dos objetivos. Memorize: apetite = fome de risco; tolerância = limites de desvio.
Gestão de riscos (COSO / ISO 31000)
1Processo
Identificação
Análise
Avaliação
Tratamento
Risco residual (após controles)
2Conceitos-chave
Risco inerente (antes do tratamento)
Risco residual (após tratamento)
Apetite a riscos (fome de risco)
Tolerância a riscos (limites de desvio)
3Técnicas de identificação
Diagrama espinha de peixe (Ishikawa)
Causas → Efeito (problema)
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Item I — ❌ Incorreto
O item afirma que um evento crítico que pode ser suportado com gestão adequada deve ser tratado como risco residual. Isso está errado. O risco residual é aquele que permanece após a aplicação dos controles (tratamento). Antes do tratamento, o risco é chamado de risco inerente. O evento gerenciável é o risco inerente que será tratado; o residual é o que sobra. Portanto, o item inverte o momento e confunde os conceitos. (Fundamento: modelo COSO e ISO 31000 – processo de gestão de riscos: identificação → análise → avaliação → tratamento → residual.)
Item II — ❌ Incorreto
A assertiva descreve o apetite a riscos (risk appetite), que é a quantidade e o tipo de risco que a organização está disposta a aceitar para atingir seus objetivos estratégicos. Já a tolerância a riscos (risk tolerance) são os limites aceitáveis de variação em torno dos objetivos (o quanto se admite desviar do alvo). O item troca os dois conceitos, caracterizando erro grave. (Referência: COSO ERM, ISO 31000 – definições padronizadas.)
Item III — ✅ Correto ⟵ GABARITO
O diagrama espinha de peixe (também chamado de diagrama de Ishikawa ou causa-e-efeito) é uma técnica consagrada de identificação de causas potenciais de um problema (efeito). Na gestão de riscos, ele é utilizado para identificar eventos de risco que podem impactar os objetivos, mapeando suas possíveis causas. Portanto, a descrição está correta.
Conclusão: Apenas o item III está correto. Logo, a alternativa que indica "apenas o item III" é a C.