Questão de Economia — Macroeconomia — CESPE / CEBRASPE 2023
Economia›Macroeconomia
Código
ce152138
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
CGDF
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Auditor De Controle Interno Do Distrito Federal – Especialidade Finanças E Controle
À luz das implicações da teoria econômica sobre as contas do balanço de pagamentos, e considerando-se como válida a condição de Marshall-Lerner, é correto afirmar que a depreciação da taxa de câmbio gera,
Ano curto prazo, aumento das exportações líquidas.
Bno longo prazo, redução das exportações líquidas.
Cno curto prazo, redução das exportações líquidas.
Dno curto e no longo prazo, aumento das exportações líquidas.
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoC — no curto prazo, redução das exportações líquidas.
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Depreciação cambial e exportações líquidas: curto prazo vs. longo prazo
Gabarito: letra C. Considerando válida a condição de Marshall-Lerner, uma depreciação da taxa de câmbio gera, no curto prazo, uma redução das exportações líquidas – fenômeno conhecido como efeito curva J. Isso ocorre porque as quantidades exportadas e importadas demoram a se ajustar, enquanto os preços relativos mudam instantaneamente, piorando temporariamente o saldo comercial. Apenas no longo prazo, com o reajuste das quantidades, as exportações líquidas aumentam (desde que a soma das elasticidades seja maior que 1).
A condição de Marshall-Lerner estabelece que:
Condição de Marshall-Lerner:
Para que uma depreciação real conduza a um aumento nas exportações líquidas (NX) no longo prazo.
No entanto, a questão cobra exatamente o efeito de curto prazo, que é oposto ao do longo prazo. A curva J ilustra essa dinâmica: imediatamente após a depreciação, as exportações líquidas caem (devido ao encarecimento das importações já contratadas), e só depois se recuperam e superam o nível inicial.
1Depreciação cambial
2Curto prazo: NX caem (efeito-preço domina)
3Longo prazo: NX sobem (efeito-volume domina)
LEVEL · soulevel.com.br
Alternativa A — ❌ Incorreta
Afirma que, no curto prazo, a depreciação gera aumento das exportações líquidas. Isso contraria o efeito curva J: no curto prazo, o ajuste das quantidades é lento, predominando o efeito-preço que eleva o valor das importações em moeda nacional, reduzindo as exportações líquidas.
Alternativa B — ❌ Incorreta
Afirma que, no longo prazo, a depreciação reduz as exportações líquidas. Sob a condição de Marshall-Lerner, ocorre exatamente o oposto: no longo prazo, as exportações líquidas aumentam, pois as quantidades se ajustam e a soma das elasticidades é superior a 1.
Alternativa C — ✅ Correta ⟵ GABARITO
Afirma que, no curto prazo, a depreciação gera redução das exportações líquidas. É exatamente o que prevê a curva J: a depreciação provoca uma piora inicial do saldo comercial, antes que os efeitos volume se manifestem. A banca cobrou esse detalhe, que é clássico em economia internacional.
Alternativa D — ❌ Incorreta
Afirma que tanto no curto quanto no longo prazo há aumento das exportações líquidas. Isso desconsidera o efeito negativo de curto prazo da curva J. No curto prazo, há redução; no longo prazo, aumento (desde que valha Marshall-Lerner).
NÃO CAIA NESSA!
A banca explora a confusão entre os efeitos de curto e longo prazo. Muitos candidatos lembram apenas da conclusão de longo prazo da condição de Marshall-Lerner (aumento das exportações líquidas) e aplicam-na automaticamente para o curto prazo, caindo na alternativa A ou D. A chave é lembrar da curva J: a melhora do saldo comercial não é imediata; no curto prazo, o saldo piora.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre depreciação cambial e balanço de pagamentos, associe:
Curto prazo: curva J → redução das exportações líquidas.
Longo prazo: condição de Marshall-Lerner → aumento das exportações líquidas (se |εM|+|εX|>1).
Grave que o efeito positivo só aparece depois de um período de ajuste.