Analista de Tecnologia da Informação - Perfil: Segurança da Informação e Proteção de Dados
Considerando a figura precedente, que ilustra uma arquitetura AWS, julgue o item a seguir.É recomendado que a arquitetura ilustrada na figura precedente tenha previsão de um SLA (service layer agreement) de, no máximo, 89,99% em cargas de trabalho críticas para conectividade com o Vmware Cloud no AWS SDDC.
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GabaritoE — Errado
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SE LIGUE NESSA!
Esta questão depende de uma figura que ilustra uma arquitetura AWS com VMware Cloud no AWS SDDC; o raciocínio abaixo é o método — confira os valores e a topologia na imagem original.
SLA em cargas de trabalho críticas na nuvem
Gabarito: ERRADO. A afirmação de que é recomendado prever um SLA de, no máximo, 89,99% para cargas de trabalho críticas é tecnicamente incorreta, pois cargas críticas exigem disponibilidade alta (tipicamente 99,9% ou mais), e não um percentual tão baixo quanto 89,99% — que representaria uma indisponibilidade anual de aproximadamente 36,5 dias, inaceitável para sistemas críticos.
O SLA (Service Level Agreement) é o acordo formal entre provedor e cliente que define o nível mínimo de serviço garantido, sendo a disponibilidade o indicador mais comum. Em arquiteturas de nuvem, especialmente aquelas que integram ambientes híbridos como o VMware Cloud no AWS, a definição do SLA deve considerar a criticidade da carga de trabalho: quanto mais crítica, maior deve ser o percentual de disponibilidade contratado. O valor de 89,99% citado na assertiva é um distrator — não corresponde a nenhum padrão de mercado para cargas críticas, que normalmente exigem SLAs de 99,9% (três noves) a 99,99% (quatro noves) ou superiores.
Para entender o impacto prático, é essencial converter o percentual de disponibilidade em tempo de indisponibilidade anual. A fórmula é simples: indisponibilidade anual = (1 − SLA) × 365 dias × 24 horas × 60 minutos. Aplicando ao valor da assertiva: (1 − 0,8999) × 525.600 minutos ≈ 52.560 minutos ≈ 876 horas ≈ 36,5 dias por ano. Esse número é incompatível com a definição de carga crítica, que exige interrupções mínimas. Em contrapartida, um SLA de 99,9% resulta em aproximadamente 8,76 horas de indisponibilidade anual; 99,99% resulta em cerca de 52,6 minutos; e 99,999% (cinco noves) em apenas 5,26 minutos.
A pegadinha da banca está em inverter a lógica: em vez de exigir um SLA alto para cargas críticas, a assertiva propõe um SLA baixo (89,99%), o que contraria frontalmente as boas práticas de arquitetura de nuvem. O candidato que conhece o conceito de SLA e a relação entre criticidade e disponibilidade identifica imediatamente o erro. Além disso, o termo "service layer agreement" é uma corruptela — o correto é Service Level Agreement (SLA), o que reforça o caráter de pegadinha da questão.
Guarde o critério decisivo: carga crítica exige SLA alto (99,9% ou mais); SLA baixo (89,99%) é inaceitável para esse cenário. É exatamente essa inversão que torna a assertiva incorreta.
189,99% → ~36,5 dias/ano
299,9% → ~8,76 h/ano
399,99% → ~52,6 min/ano
499,999% → ~5,26 min/ano
LEVEL · soulevel.com.br
Item — ❌ ERRADO
A assertiva afirma que é recomendado prever um SLA de, no máximo, 89,99% para cargas de trabalho críticas. Isso está errado por dois motivos fundamentais:
O percentual é baixo demais para cargas críticas. Cargas de trabalho críticas — como as que envolvem conectividade com o VMware Cloud no AWS SDDC — exigem alta disponibilidade, com SLAs tipicamente de 99,9% a 99,99% ou mais. Um SLA de 89,99% implicaria em aproximadamente 36,5 dias de indisponibilidade por ano, o que é inaceitável para sistemas críticos.
A lógica está invertida. A recomendação correta seria prever um SLA alto (próximo de 100%), não um SLA baixo. A banca explora a inversão do conceito: o candidato que sabe que cargas críticas exigem alta disponibilidade percebe que 89,99% é um valor absurdamente baixo.
Além disso, o termo "service layer agreement" é uma corruptela do correto Service Level Agreement (SLA), o que reforça o caráter de pegadinha. A assertiva, portanto, é falsa.