Especialista em Financiamento e Execução de Programas e Projetos Educacionais - Conhecimentos Básicos
Texto CB1A1-I
Criado em 22 de novembro de 1968, por meio da Lei
n.º 5.537, o Instituto Nacional de Desenvolvimento da Educação
e Pesquisa (INDEP) foi transformado em Fundo Nacional de
Desenvolvimento da Educação (FNDE) por meio do Decreto
n.º 872, de 15 de dezembro de 1969. Subsequentemente, a
autarquia passou por mudanças que diversificaram suas funções,
ampliaram a abrangência dos programas executados, ao mesmo
tempo em que o volume de recursos gerenciados aumentou.
Todas essas mudanças trouxeram desafios para a gestão das
políticas e exigiram novas competências do corpo funcional da
instituição.
Inicialmente, o FNDE funcionava apenas como órgão
arrecadador, fiscalizador e gerencial. Era responsável,
principalmente, por gerir uma das principais fontes de recursos
do Ministério da Educação (MEC), o salário educação,
transferindo para os estados e o Distrito Federal 2/3 dos recursos
arrecadados. Em 1997, com a extinção da Fundação de
Assistência ao Estudante (FAE), o FNDE ganhou novas
atribuições, tornando-se responsável pelas políticas de assistência
ao educando referentes às áreas alimentar e nutricional,
didático-pedagógicas (livros, bibliotecas e material escolar) e
apoio complementar (transporte escolar e assistência à saúde).
Mais responsabilidades foram transferidas para a
autarquia em 1998, quando foram extintas as delegacias regionais
do Ministério da Educação (DEMEC), o que exigiu sua
reorganização a fim de responder às responsabilidades pelo
acompanhamento e fiscalização da arrecadação e execução dos
projetos e programas do MEC. Também passou a fazer parte das
atribuições do FNDE a análise de prestação de contas dos
recursos liberados para estados e municípios. Em 2004, houve a
transferência da gestão do Fundo de Desenvolvimento da Escola
e do Programa de Melhoria e Expansão do Ensino Médio, o que,
novamente, ampliou o conjunto de funções da autarquia.
Cinara Gomes de Araújo Lobo; Julia Maurmann Ximenes.
A construção da gestão do conhecimento no FNDE – um processo.
Cadernos do FNDE, Brasília, v.1, n.1, jan-jun 2020, p. 11 (com adaptações).
Considerando aspectos linguísticos do texto CB1A1-I, julgue o próximo item.Os sentidos e a correção gramatical do texto seriam mantidos se, no segundo período do primeiro parágrafo, o vocábulo “que” empregado logo após “mudanças” fosse substituído por nas quais.
CCerto
EErrado
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GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Substituição de 'que' por 'nas quais' — Manutenção de sentido e correção
Gabarito: Errado (E). A substituição do pronome relativo "que" por "nas quais" no trecho alteraria a correção gramatical e, consequentemente, os sentidos originais. A banca afirma que a troca manteria ambos, mas isso não se sustenta.
No segundo período do primeiro parágrafo, lê-se:
"Subsequentemente, a autarquia passou por mudanças que diversificaram suas funções, ampliaram a abrangência dos programas executados..."
O termo "que" exerce a função de sujeito dos verbos "diversificaram" e "ampliaram". Ele retoma "mudanças" diretamente, sem preposição. Ao substituir por "nas quais" (preposição "em" + pronome relativo "as quais), a estrutura se torna:
"mudanças nas quais diversificaram suas funções..."
Agora, "nas quais" exige um verbo que peça complemento preposicionado (ex.: "confiar nas quais"), mas "diversificar" e "ampliar" são verbos transitivos diretos (pedem objeto direto, sem preposição). A frase resultante é agramatical: "mudanças nas quais diversificaram" soa como se o sujeito de "diversificaram" fosse outro termo implícito, e não "mudanças". Para que a substituição fosse gramatical, seria necessário reescrever a oração, por exemplo: "mudanças pelas quais se diversificaram..." (voz passiva) ou alterar a estrutura. Assim, a troca não mantém a correção gramatical, e o sentido também se perde, pois a relação de sujeito-agente é desfeita.
Portanto, a afirmação está Errada.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta confundir o candidato apresentando uma substituição aparentemente equivalente (ambos são pronomes relativos), mas com funções sintáticas completamente diferentes: "que" = sujeito; "nas quais" = adjunto adverbial/instrumento. A armadilha está em ignorar a regência verbal.
PEGA ESSA DICA!
Sempre verifique a função sintática do pronome relativo no contexto. "Que" pode ser sujeito, objeto direto, etc. Já "o qual/a qual" com preposição tem função de adjunto ou complemento nominal/verbal preposicionado. Teste a substituição mentalmente: se a frase soar estranha, desconfie.