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Questão de Português — Morfologia - Verbos — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsMorfologia - Verbos
Código
ce155656
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
MME
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
Administrador
Texto CB1A1

        Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado “paradoxo verde”, expressão cunhada pelo economista alemão Hans-Werner Sinn (2008) para se referir a como políticas climáticas mais restritivas podem exercer pressão crescente sobre os preços de energia e ter efeitos indesejáveis, como incentivar a antecipação da extração e produção de combustíveis fósseis, acelerando, portanto, as mudanças climáticas. Um aspecto crucial é a necessidade de acordos internacionais que mantenham de maneira eficaz e justa grandes quantidades remanescentes de combustíveis fósseis no solo. O estudo recente de Welsby, publicado na revista Nature em 2021, mostra que a produção existente de carvão, petróleo e gás deve ser descontinuada. Mesmo quando governos não controlam diretamente a produção, suas leis, políticas e acordos podem definir, em grande medida, quanto é extraído e produzido. O BOGA (Beyond Oil and Gas Alliance) é um exemplo recente de acordo internacional que pode redefinir o futuro do setor de petróleo e gás (O&G – oil and gas).
         Emissões evitadas hoje tornam menos arriscada a necessidade de medidas drásticas, ainda não suficientemente desenvolvidas, como projetos de captura, utilização e armazenamento de carbono (CCUS) e de tecnologias de emissões negativas (NET), comumente citados em anúncios de empresas do setor de O&G. Ademais, quanto mais cedo sofrermos os impactos das mudanças climáticas, mais cedo e por mais tempo teremos impactos físicos que levam a danos sociais e econômicos. Nesse sentido, emissões evitadas hoje valem mais do que emissões evitadas no futuro; mais do que metas de emissão zero em 2050, são necessárias ações imediatas nos próximos anos, para reduzir rapidamente as emissões de gases do efeito estufa. No futuro, grandes nomes da indústria de O&G podem ser conhecidos como aqueles que negligenciaram a ciência e não enfrentaram o desafio da emergência climática quando ainda tinham tempo. Por outro lado, podem aproveitar a já estreita janela de oportunidade para liderar uma nova economia cada vez mais eficiente, interconectada e limpa.        

B. S. L. Cunha et al. O passado, o presente e o futuro da indústria de O&G frente à crise climática. In: Ensaio Energético, nov. 2021 (com adaptações)
Acerca do emprego dos tempos e modos verbais no texto CB1A1, julgue o item seguinte.A forma “estão vivendo” (primeiro período do primeiro parágrafo) indica uma ação verbal simultânea ao momento de escrita do texto.
  1. CCerto
  2. EErrado
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GabaritoC — Certo

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Emprego dos tempos verbais — "estão vivendo"

Gabarito: ✅ CERTO.

A forma "estão vivendo" está no presente do indicativo composto com gerúndio (locução verbal), indicando uma ação que ocorre no momento da fala/escrita, ou seja, simultânea ao tempo da enunciação.

No primeiro parágrafo, lê-se:

"Muitas regiões do mundo, inclusive o Brasil, estão vivendo o chamado ‘paradoxo verde’…"

O verbo auxiliar "estar" no presente ("estão") + o gerúndio ("vivendo") expressam uma ação em curso, em andamento no presente. O texto é contemporâneo à redação do artigo (2021); portanto, a ação descrita é simultânea ao momento da escrita. Esse é o valor típico do presente progressivo em português: fato que ocorre no momento da fala.

NÃO CAIA NESSA!

Para confirmar, substitua mentalmente por "neste momento, vivem" — o sentido permanece. Cuidado para não confundir com ações habituais ou atemporais; aqui o contexto reforça a simultaneidade.

Como a afirmação está plenamente de acordo com o texto e com a gramática, o item está Certo.

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