Questão de Segurança da Informação — Criptografia — CESPE / CEBRASPE 2023
Segurança da Informação›Criptografia
Código
ce157772
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
POLC-AL
Ano
2023
Nível
Superior
Cargo
PO-AL - Perito Criminal - Especialidade: Análise de Sistemas/Ciências da Computação/Informática/Tecnologia de Processamento de Dados/Sistemas de Informação/Engenharia da Computação/Engenharia de Software
Julgue o item a seguir, a respeito de criptografia.Em uma hipotética troca de mensagens, para o emissor criar sua assinatura digital, ele deve aplicar uma função de hash para a mensagem a ser enviada e cifrar o código de hash com sua chave pública. Nesse caso, se a validação de hash for realizada, o receptor terá certeza de que a mensagem foi enviada pelo emissor, uma vez que será impossível alterar a mensagem sem alterar o hash, pois, uma vez alterada, não é mais possível autenticá-la em termos de origem e de integridade de dados.
CCerto
EErrado
Revelar gabarito e comentário▾
GabaritoE — Errado
Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.
Assinatura Digital
Gabarito: Errado. O item está incorreto porque afirma que o emissor cifra o hash da mensagem com sua chave pública. Na verdade, na assinatura digital, o emissor cifra o hash com sua chave privada; o receptor utiliza a chave pública do emissor para decifrar e verificar a assinatura.
Análise da afirmativa
A afirmativa descreve o processo de forma invertida. Vamos recordar o fluxo correto:
O emissor calcula o hash (resumo) da mensagem.
O emissor cifra esse hash com sua chave privada — isso gera a assinatura digital.
O emissor envia a mensagem original e a assinatura.
O receptor, de posse da chave pública do emissor, decifra a assinatura, obtendo o hash original.
O receptor calcula o hash da mensagem recebida e compara com o hash decifrado.
Se os hashes coincidirem, a mensagem é autêntica (origem) e íntegra (não foi alterada).
NÃO CAIA NESSA!
A banca troca o uso das chaves: cifrar o hash com a chave pública é típico de cifração para confidencialidade (qualquer um pode cifrar, só o dono da privada decifra). Já na assinatura digital, o que precisa ser secreto é a capacidade de gerar a assinatura, por isso usa-se a chave privada do emissor.
O item ainda afirma que "será impossível alterar a mensagem sem alterar o hash" — isso é verdade (propriedade da função hash), mas o erro principal está no uso da chave pública. Portanto, a afirmativa é errada.