A respeito das técnicas de biologia molecular, julgue o item a seguir.Embora a técnica de PCR seja bastante utilizada nos diagnósticos de doenças infecciosas causadas por fungos, vírus e protozoários, ela é dispensável para os casos de diagnóstico de câncer, por limitar-se a estudos com DNA.
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PCR no diagnóstico de câncer
❌ ERRADO. A afirmativa está incorreta porque a PCR não é dispensável no diagnóstico de câncer: ela é amplamente utilizada para detectar mutações, rearranjos gênicos e expressão gênica associados a tumores, e não se limita a estudos com DNA — existem variações como a RT-PCR (com transcriptase reversa) que analisam RNA, permitindo avaliar a expressão de oncogenes e a presença de transcritos de fusão. A técnica é, portanto, uma ferramenta essencial na oncologia molecular, tanto para diagnóstico quanto para monitoramento de doença residual mínima.
A PCR (Reação em Cadeia da Polimerase) é uma técnica de biologia molecular que amplifica segmentos específicos de DNA, permitindo sua detecção e análise. No contexto do câncer, ela é usada para identificar mutações pontuais em genes como TP53 e KRAS, rearranjos cromossômicos (ex.: BCR-ABL na leucemia mieloide crônica), e, por meio da RT-PCR, para quantificar a expressão de genes envolvidos na tumorigênese. Além disso, a PCR em tempo real (qPCR) é empregada para monitorar a resposta ao tratamento e detectar células tumorais residuais. Portanto, a afirmação de que a PCR é dispensável no diagnóstico de câncer é falsa.
A pegadinha da banca está em sugerir que a PCR se limita a estudos com DNA, ignorando a existência da RT-PCR, que parte de RNA. O candidato que conhece apenas a PCR clássica pode ser induzido a marcar "certo", mas a técnica tem aplicações diretas e indispensáveis na oncologia.
PCR: Amplifica DNA (Detecta mutações (TP53, KRAS), Rearranjos (BCR-ABL)); RT-PCR (RNA → cDNA) (Expressão de oncogenes, Transcritos de fusão); qPCR (tempo real) (Quantifica expressão gênica, Monitora resposta ao tratamento); Aplicações no câncer (Diagnóstico, Doença residual mínima)
Item — ❌ Errado
A afirmativa contém dois erros: (1) a PCR não é dispensável no diagnóstico de câncer — ela é rotineiramente usada para detectar alterações genéticas e moleculares em tumores; (2) a PCR não se limita a estudos com DNA — a RT-PCR (PCR precedida de transcriptase reversa) permite analisar RNA, sendo fundamental para avaliar a expressão gênica e identificar fusões gênicas. Assim, a técnica é amplamente aplicada na oncologia molecular, contrariando a ideia de que seria inútil nesse contexto.
NÃO CAIA NESSA!
A banca tenta fazer o candidato acreditar que a PCR só trabalha com DNA e, por isso, não serviria para o câncer. Mas a RT-PCR (com transcriptase reversa) converte RNA em cDNA e permite estudar a expressão de oncogenes — ou seja, a PCR é essencial no diagnóstico e monitoramento de tumores. Fique atento: a técnica não se restringe ao DNA.
NÃO CAIA NESSA!
Para questões sobre PCR, lembre-se das variações: PCR convencional (DNA), RT-PCR (RNA → cDNA), qPCR (quantificação em tempo real) e PCR digital. No câncer, a RT-PCR é usada para detectar transcritos de fusão (ex.: BCR-ABL) e a qPCR para quantificar expressão gênica. Se a alternativa disser que a PCR "só serve para DNA" ou "não se aplica ao câncer", desconfie — é pegadinha clássica.