A respeito das técnicas de biologia molecular, julgue o item a seguir.A reação em cadeia da polimerase (PCR) permite reproduzir in vitro um grande número de moléculas de DNA iguais, a partir de uma pequena amostra de sangue, osso, pele, esperma, pelos.
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GabaritoC — Certo
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PCR: amplificação exponencial de DNA in vitro
Gabarito: CERTO. A reação em cadeia da polimerase (PCR) é uma técnica de biologia molecular que permite amplificar exponencialmente um segmento específico de DNA a partir de uma quantidade mínima de material biológico, como sangue, osso, pele, esperma e pelos. O enunciado descreve exatamente essa capacidade: reproduzir in vitro um grande número de moléculas de DNA iguais a partir de uma pequena amostra.
A PCR foi desenvolvida por Kary Mullis em 1983 e se tornou uma das técnicas mais utilizadas em biologia molecular, com aplicações que vão desde a identificação de patógenos e testes de paternidade até a análise forense e a paleontologia. O princípio básico é simular a replicação do DNA fora da célula, utilizando a enzima Taq polimerase, primers (iniciadores), nucleotídeos (dNTPs) e ciclos de temperatura que promovem a desnaturação, o anelamento e a extensão das fitas.
A cada ciclo, a quantidade de DNA-alvo é duplicada, resultando em um aumento exponencial: após 30 ciclos, por exemplo, uma única molécula pode gerar cerca de um bilhão de cópias. Essa característica é o que torna a técnica tão sensível e poderosa, permitindo trabalhar com amostras mínimas, como vestígios de crimes ou material antigo.
A banca explora aqui um conceito central: a PCR é uma técnica de amplificação in vitro, ou seja, não depende de células vivas para multiplicar o DNA. O candidato que confunde PCR com outras técnicas, como clonagem molecular (que envolve vetores e células hospedeiras), pode errar a questão. Mas o enunciado é fiel à definição clássica da técnica.
1Desnaturação (94-96°C)
2Anelamento (50-65°C)
3Extensão (72°C)
4Duplicação do DNA
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Item — ✅ CERTO
A afirmação está correta. A PCR permite reproduzir in vitro um grande número de moléculas de DNA iguais a partir de uma pequena amostra de sangue, osso, pele, esperma, pelos. Isso é exatamente o que a técnica faz: amplifica exponencialmente uma sequência específica de DNA, gerando milhares a milhões de cópias idênticas. A fonte de DNA pode ser qualquer material biológico que contenha células com núcleo, incluindo os listados no enunciado.
A técnica é amplamente utilizada em biologia molecular para:
Identificação de patógenos (bactérias, vírus, fungos);
Testes de paternidade e identificação humana (DNA fingerprint);
Diagnóstico de doenças genéticas;
Análise de DNA antigo (paleontologia, arqueologia);
Clonagem e sequenciamento de genes.
A PCR é um método sensível e específico, mas requer cuidados para evitar contaminações. O processo envolve ciclos de temperatura em um termociclador, com três etapas principais: desnaturação (94-96°C), anelamento (50-65°C) e extensão (72°C). A cada ciclo, o DNA é duplicado, resultando em amplificação exponencial.
PEGA ESSA DICA!
Para questões sobre PCR, lembre-se do tripé: in vitro, amplificação exponencial e pequenas amostras. Se a alternativa falar em "células vivas", "vetores" ou "clonagem in vivo", está errada. A PCR é uma técnica de bancada, não depende de organismos vivos.