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Questão de Português — Sintaxe — CESPE / CEBRASPE 2023

PortuguêsSintaxe
Código
ce159163
Banca
CESPE / CEBRASPE
Órgão
Prefeitura de Boa Vista - RR
Ano
2023
Nível
Médio
Cargo
Guarda Municipal
Texto CG1A1-I

     Em Roraima, atualmente, há centenas de sítios arqueológicos conhecidos pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), muitos deles já cadastrados no Sistema Integrado de Conhecimento e Gestão (SICG), banco de dados utilizado pelo referido instituto, no qual são inseridas informações relativas aos sítios arqueológicos identificados. Entretanto, ainda há uma grande quantidade de sítios arqueológicos cujas localizações são imprecisas ou desconhecidas, motivo pelo qual são desenvolvidos projetos de recadastramento/georreferenciamento e sinalização. Essas ações, além de assegurarem uma maior precisão às informações dos sítios já conhecidos, contribuem para que novos sítios sejam identificados e, assim, cadastrados.
     As informações sobre os sítios arqueológicos chegam ao conhecimento do IPHAN por meio da própria comunidade, especialmente das comunidades indígenas, e também por meio dos projetos ligados ao licenciamento ambiental.
      As datações arqueológicas obtidas para o estado de Roraima remontam ao período pré-colonial e também ao pré-histórico, como é o caso dos sítios Arara Vermelha (em São Luiz do Anauá), Pedra Pintada (Pacaraima) e Ruínas do Forte São Joaquim do Rio Branco (Bonfim).
      O sítio Arara Vermelha, também conhecido como Pedra do Sol, é um abrigo sob rocha com um conjunto diversificado de gravuras rupestres (marcas realizadas por pessoas nas superfícies das rochas com ferramentas feitas de pedra retirada de matéria rochosa), em que predominam temáticas abstrato-geométricas, sendo as zoomorfas (formas de animais) e as antropomorfas (formas humanas) encontradas em menor quantidade. O sítio é uma importante fonte de estudo para a arqueologia amazônica por ser um dos poucos locais conhecidos na região onde há gravuras em abrigo, associadas a um depósito sedimentar com alto potencial arqueológico e bem preservado. 

Internet: <www.gov.br> (com adaptações).
A correção gramatical e o sentido do texto CG1A1-I seriam mantidos caso a forma verbal “há”, em “há gravuras em abrigo” (último parágrafo), fosse substituída por
  1. Apodem haver.
  2. Btinham.
  3. Cexistiu.
  4. Dexistem.
Revelar gabarito e comentário

GabaritoD — existem.

Comentário gerado por IA. É um apoio ao estudo, ancorado em fontes, mas pode conter imprecisões — confira sempre na fonte oficial (lei, súmula, edital e gabarito da banca). Encontrou um erro? Use “Reportar”.

Substituição do verbo “há” mantendo correção e sentido

Gabarito: letra D. A forma “há” no trecho “onde gravuras em abrigo” é impessoal (sentido de “existem”) e invariável. Para manter o sentido e a correção gramatical, a substituição deve preservar o valor de existência no presente e concordar com o sujeito plural “gravuras”. A única opção que atende a esses dois requisitos é D) existem.

No texto: “ser um dos poucos locais conhecidos na região onde gravuras em abrigo”

A passagem mostra que “há” equivale a “existem” (presente do indicativo, 3ª pessoa do plural). Vamos analisar cada alternativa:

Alternativa A — ❌ Incorreta

“podem haver” — O verbo “haver” no sentido de existir é impessoal e não admite auxiliar flexionado no plural. O correto seria “pode haver”. Além disso, a construção altera o tempo verbal (presente para locução verbal) sem necessidade e fere a norma culta.

Alternativa B — ❌ Incorreta

“tinham” — Verbo “ter” no pretérito imperfeito do indicativo, 3ª pessoa do plural. Além de mudar o tempo (passado), o sentido se altera: “tinham” indica posse ou ocorrência passada, não existência presente. Não há correspondência semântica com “há”.

PEGA ESSA DICA!

Desconfie de verbos que mudam o tempo ou o modo — o texto original usa presente (“há”), então a substituição deve manter presente.

Alternativa C — ❌ Incorreta

“existiu” — Pretérito perfeito do indicativo, 3ª pessoa do singular, mas “gravuras” é plural. Haveria erro de concordância: o correto seria “existiram”. Além disso, o tempo passado não equivale ao presente de “há”. Dupla falha (concordância e tempo).

Alternativa D — ✅ Correta

“existem” — Presente do indicativo, 3ª pessoa do plural, concordando perfeitamente com “gravuras”. O sentido de existência é idêntico ao de “há” no contexto. A reescrita mantém correção e significado.

Conclusão: A única alternativa que preserva a correção gramatical (concordância verbal) e o sentido (existência no presente) é a letra D.

NÃO CAIA NESSA!

Sujeito nunca tem preposição

Se um termo vem regido de preposição (de, em, a...), ele não é o sujeito da oração. Serve para não confundir sujeito com objeto/adjunto preposicionado.

— Sintaxe — identificação do sujeito

Gabarito: letra D

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